Justiça condena jornal a indenizar juiz parado em blitz no Rio

Por lyafichmann
Lei Seca | Reprodução/Facebook Equipe da Operação Lei Seca no Rio de Janeiro| Reprodução/Facebook

O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro condenou o jornal “O Globo” e o jornalista Ronaldo Braga a pagarem uma indenização de R$ 18 mil ao juiz João Carlos de Souza Correa, que deu voz de prisão à agente de trânsito Luciana Tamburini após ser parado em uma blitz da Lei Seca, em 2011. Cabe recurso.

A decisão da juíza Lindalva Soares Silva foi publicada na quinta-feira, um dia depois de os desembargadores da 14ª Câmara Cível negarem, por unanimidade, o recurso de Luciana e manterem a indenização a Correa, no valor de R$ 5 mil. Na blitz, a agente afirmou que ele “era juiz, mas não Deus”.

A ação contra o jornal carioca foi motivada por uma reportagem publicada no dia 17 de fevereiro de 2011, que trazia o título “Juiz dá calote e tenta prender cobrador”. Ao noticiar a confusão envolvendo Correa e a agente de trânsito, o jornal fez um histórico das polêmicas nas quais o magistrado esteve envolvido.

Correa se sentiu ofendido e pediu indenização de R$ 100 mil, mas a juíza reduziu o valor da indenização por considerá-lo exagerado.

“O dever de informar, mesmo que, para a imprensa, seja verídico, não pode ser transmitido com emprego de linguagem agressiva de caloteiro, até mesmo porque a palavra, em nosso idioma, tem sentido pejorativo e depreciativo. Houve uso desproporcional da linguagem”, escreveu a juíza.

O jornal não se manifestou sobre a decisão.

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