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Parada do Orgulho LGBT reúne milhares de pessoas em Copacabana

Milhares de pessoas participaram da parada gay no Rio | Marcelo Fonseca/Folhapress

Com o tema Somos Milhões de Vozes, a 19ª Parada do Orgulho LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) do Rio atraiu milhares de pessoas na orla da Praia de Copacabana, na zona sul da cidade, na tarde de deste domingo (17).

O desfile pela avenida Atlântica começou às 15h. A vice-presidente do Grupo Arco-Iris, Marcellle Esteves, um dos organizadores do evento, ressaltou que a criminalização da homofobia é uma das principais bandeiras do movimento hoje.

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«Ao mesmo tempo que algumas políticas públicas avançaram em nosso benefício, o conservadorismo e a violência avançaram na mesma medida», disse.

Um dos fundadores da parada, o coordenador do Programa Rio Sem Homofobia, Cláudio Nascimento, lembrou que na primeira edição do desfile, em 1995, havia apenas duas mil pessoas e que muitas usavam máscaras com vergonha de se expor. «Hoje passamos da marca de 1 milhão, gente que vem com a cara e a coragem, se coloca e busca seus direitos», disse. «A causa da cidadania LGBT ultrapassou os muros da comunidade gay, pois a população entende que uma sociedade feliz se todos tiverem direitos e o reconhecimento de sua liberdade», completou.

Nascimento comemorou o fato de atualmente o movimento ter o apoio das autoridades e órgãos públicos, o que era impensável há 20 anos. «Mas precisamos avançar. Além do apoio, é preciso que a sociedade se indigne contra o preconceito e a discriminação. Hoje muita gente é discriminada, assassinada, porque alguém viu e não procurou ajuda», disse

Para a professora de português, Suiá Dylan Ferreira, o clima de festa e descontração não ofusca o principal objetivo do encontro que é exigir respeito e o fim da violência contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.

«É uma opção política do movimento, é uma característica do movimento, ser alegre, colorido e divertido. Acho ótimo», disse. «Dá visibilidade para as minorias, que merecem ser reconhecidas e ter seus direitos respeitados», acrescentou.

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