Não seja vítima de fraudes online na Black Friday

Por Tercio Braga
Órgãos de defesa alertam para as armadilhas das compras online | Divulgação Órgãos de defesa alertam para as armadilhas das compras online | Divulgação

A Black Friday, data em que varejistas oferecem grandes descontos aos consumidores, acontece no dia 28 de novembro, última sexta-feira do mês e deve atrair milhares de consumidores pelo país que desejam aproveitar os grandes descontos tanto na web quanto em lojas físicas.

A data ocorre no Brasil desde 2010 e desde então se tornou uma grande época de compras, ainda mais por sua proximidade com o Natal. No entanto, o consumidor deve tomar alguns cuidados na hora de aproveitar as ofertas para evitar fraudes virtuais e dores de cabeça.

Um fenômeno que aumenta em ocorrência neste período é o envio de e-mail marketing por parte das lojas, mas é preciso ficar atento para o ‘phishing’ – o conteúdo do e-mail pode apresentar um visual idêntico ao da loja e parecer autêntico, mas o link pode levar o consumidor a uma página falsa, onde ele pode ter seus dados pessoais roubados.

“É muito importante observar para qual endereço aquela oferta está direcionando; o número de casos de phishing explode durante a Black Friday”, é o que diz Bernardo Carneiro, diretor da Site Blindado, empresa de segurança virtual. “Grande parte dos grandes varejos costumam colocar alertas em suas páginas alertando sobre esta prática”, acrescenta.

Uma das formas de identificar se um site é seguro para compra, é observar a presença do cadeado na barra de endereço, e o prefixo https, que indica uma conexão segura e protegida.

Caso o consumidor não esteja comprando em grandes varejos, já conhecidos no mercado, é importante procurar e pesquisar informações da loja. “Existe uma lei que obriga lojas virtuais a colocar em um local de fácil acesso os dados da empresa, tais como endereço e informações fiscais”, alerta Bernardo.

Dessa forma, verifique os dados que a empresa expõe e procure por comentários de outros consumidores que já tenham comprado algum produto naquela loja. Segundo Maurício Salvador, presidente da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), a principal ferramenta do comprador continua sendo a opinião de outros que já compraram – sites de reclamação, seção de comentários e páginas nas redes sociais são a melhor forma de verificar a reputação da loja.

Caso algo dê errado na compra de um produto, ou o consumidor desejar trocar/devolver o que comprou, as mesmas regras do Código de Defesa do Consumidor continuam valendo na Black Friday, contanto que comprovantes, notas fiscais e e-mails de confirmação sejam guardados. “Inclusive, tirar um printscreen (foto) da página no momento da compra é uma dica importante”, já que algumas ofertas são tão rápidas e erros na hora do pagamento, como a cobrança de um valor incorreto, podem acontecer.

Bernardo Carneiro recomenda ainda que o consumidor tenha paciência na hora de resolver algum problema. “Como é um período relativamente turbulento, é necessário ter calma. A recomendação é sempre procurar resolver dúvidas com a própria loja, e, se porventura o estabelecimento não solucionar o problema, procurar o órgão competente, como o Procon”.

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