Homossexual morre após ser esfaqueado no parque do Ibirapuera, em SP

Por Tercio Braga
Ato contra a homofobia aconteceu ontem | Kevin David/Brazil Photo Press/Folhapress Ato contra a homofobia aconteceu ontem | Kevin David/Brazil Photo Press/Folhapress

Um jovem de 19 anos morreu na madrugada de ontem após ser esfaqueado na avenida Pedro Álvares Cabral, perto do portão 3 do parque Ibirapuera, na zona sul de São Paulo.

Amigos e familiares do jovem acreditam que o crime foi motivado por homofobia.

Em entrevista à rádio Bandeirantes, Luciene Pinho Macedo Ribeiro, mãe de Marcos Vinicius Macedo Souza, disse que o filho não tinha inimigos. De acordo com ela, ele nunca havia reclamado de ameaças.

Souza foi ao local, conhecido ponto de encontro de grupos LGBT, acompanhado, mas no momento do crime estava sozinho.

Bruno Coelho Seloide, de 19 anos, amigo da vítima afirmou que encontrou Souza já ferido e que nada foi roubado.

Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), o boletim de ocorrência informa que policiais militares foram chamados para atender a um caso de agressão, mas quando chegaram ao local viram o jovem de 19 anos caído e ferido no peito, com um corte.

Ele chegou a ser levado para o Hospital São Paulo, mas não resistiu ao ferimento O suspeito de agredir a vítima fugiu.

A SSP não confirmou a informação de que o crime foi motivado por homofobia.

Manifestação

Uma manifestação contra a homofobia bloqueou ontem duas faixas da avenida Paulista, na altura da rua Itapeva, no sentido Consolação. O grupo, com cerca de 150 pessoas, homenageou o jovem morto. Eles caminharam até a praça Dom José Gaspar.

Metrô

Na sexta-feira, a Polícia Civil divulgou o retrato falado de um dos 15 suspeitos de agredir um casal de jovens homossexuais que estava se beijando em um vagão do metrô no dia  9, na linha 1- Azul. Até as 22h de ontem, ele ainda não havia sido detido.

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