Cantareira precisa de ‘dilúvio’ para voltar ao normal, diz ANA

Por Tercio Braga
Nível do Cantareira ficou em 11,7% nesta quinta-feira | Luis Moura/Folhapress O volume de chuvas em 2014 na região do Cantareira foi, em média, 50% abaixo do pior ano da série histórica | Luis Moura/Folhapress

O presidente da ANA (Agência Nacional de Águas), Vicente Andreu, afirmou nesta quinta-feira durante audiência pública na Câmara Federal que somente um dilúvio poderá levar o sistema Cantareira à normalidade em 2015. “Qual a solução para essa situação? Chuva. E muita, porque para chegar ao nível do início de 2014, nós precisamos de um dilúvio. Dilúvio.”

Segundo Andreu, o volume de chuvas em 2014 na região do Cantareira foi, em média, 50% abaixo do pior ano de uma série histórica de 84 anos, o que levou à atual crise hídrica na Região Metropolitana de São Paulo.

O presidente da ANA disse, ainda, que a população precisa ser avisada sobre a necessidade de adotar imediatamente um racionamento em São Paulo para garantir  abastecimento regular no ano que vem.

Até as 9h de quinta, o volume de chuvas no mês chegou a 65,6 milímetros. A média histórica para novembro é de 161,2 mm. E o nível dos reservatórios continuam caindo.  O Cantareira teve queda de 0,2%, passando de 11% 10,8%. O percentual já inclui a segunda cota do volume morto, que deve começar a ser captada no sábado.

De acordo com o presidente da ANA, seria necessário chover nos próximos dois meses quase 20% acima da média dos melhores anos já observados, para que o sistema chegasse aos 20% registrados em janeiro deste ano. Além disso, disse Andreu, as obras anunciadas só terão efeito daqui a um ou dois anos.

A presidente da Sabesp, Dilma Pena, também foi convidada para a audiência, mas alegou que está sem tempo tentando resolver o problema de abastecimento. O secretário de Saneamento, Mauro Arce, disse que já tinha outros compromissos.

Chuva deixa cidade em estado de atenção

As chuvas fortes que atingiram a capital ontem deixaram pontos de alagamentos e colocaram a cidade em estado de atenção. De acordo com o CGE, até às 19h, a média de chuva foi de 11,4 mm. O Butantã, que registrou um ponto de alagamento na rua Alvarenga, foi a região que teve o maior volume (53,1mm).

A chuva começou por volta das 14h30, quando a CET registrava 54 km de congestionamento. Às 18h, as filas chegaram a 219 km, bem acima da média para o horário, que varia entre 102 km e 154 km. Alagamentos na marginal Pinheiros e em Santo Amaro intensificaram a lentidão.

Hoje, o dia fica nublado e chuvas isoladas podem atingir a cidade de São Paulo, segundo o Inmet. Os termômetro variam entre 18oC e 26oC. 

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