Neozelandês procurado por assassinato e pedofilia é preso no Rio

Por Tercio Braga
Momento da prisão do assassino no Hostel / Reprodução Momento da prisão do assassino no Hostel / Reprodução

O assassino e pedófilo neozelandês Philip John Smith foi preso na manhã desta quarta-feira, no Cidade Maravilhosa Hostel, em Santa Tereza, no Rio, após uma mulher desconfiar que ele seria um procurado na Nova Zelândia.

A mulher viu a reportagem do Jornal da Band sobre o desaparecimento do estrangeiro e avisou a Polícia Federal. Imagens da câmera de segurança do local registraram a prisão do neozelandês.

De acordo com especialistas, Philip pode não ser extraditado. Ele foi condenado à prisão perpétua na Nova Zelândia. E o Brasil aceita como limite máximo 30 anos de prisão. Um acordo pode fazer com que o criminoso volte ao país de origem, mas que cumpra o período da pena máxima do no país.

Philip John Smith, de 40 anos, cometeu o crime em 1995, quando abusou de uma criança de sete anos e matou o pai dela. Na semana passada, ele recebeu o direito de deixar a cadeia por três dias para visitar parentes e aproveitou o benefício para fugir.

O passaporte do assassino foi renovado enquanto ele estava na cadeia, contrariando as leis neozelandesas. Investigadores acreditam que outras pessoas tenham dado apoio na fuga do criminoso, que de Auckland pegou um voo na quinta-feira passada para Santiago, no Chile, e embarcou para o Brasil na sequência.

O estrangeiro chegou ao país pelo aeroporto internacional de Guarulhos, onde ficou por três horas e meia antes de seguir num voo doméstico para o Rio de Janeiro.

O Brasil já foi usado como refúgio de vários bandidos estrangeiros, entre eles o narcotraficante colombiano Juan Carlos Abadia e o britânico Ronald Biggs, conhecido como o ladrão do século 20, que viveram no país às custas do dinheiro de seus crimes.

Conteúdo Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo