Ministério Público investiga descarte de cadeiras de roda em São Paulo

Por Tercio Braga
Cadeiras de roda perfeitas no ferro-velho / Reprodução/Band Cadeiras de roda perfeitas no ferro-velho / Reprodução/Band

O Ministério Público quer saber por que cadeiras de roda compradas pelo governo de São Paulo foram tratadas como “sucata” e descartadas num ferro-velho da capital.

O caso foi revelado nesta terça-feira (28), pela Band, que constatou que os equipamentos, oficialmente “quebrados”, na verdade estão em perfeito estado.

As cadeiras chamadas de “anfíbias” fazem parte de um programa do governo que permite que deficientes físicos frequentem as praias e consigam tomar banho do mar. A reportagem comprou uma das cadeiras e entregou à Promotoria do Patrimônio Público do Estado.

Cada cadeira é vendida ao Estado por até R$ 3 mil, mas foi revendida no ferro velho por apenas R$ 200.

O promotor José Carlos Blat ficou indignado com o caso e prometeu abrir uma investigação sobre o caso, classificado por ele como “grave”.

“Isso pode representar o que nós chamamos de improbidade administrativa, que merece uma aprovação mais aprofundada, uma vez que as cadeiras, conforme a reportagem, tinham toda a condição de uso. Além de descartadas como sucata, levavam com elas o número do patrimônio e também o símbolo do Estado de São Paulo.

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