Traficante preso em Roraima é acusado de matar 250 pessoas

Por lyafichmann
Oslaim Campos e o oficial da Policia Nacional Colombiana falam sobre a prisão do traficante colombiano Marquito Figueroa | Sergio Lima/Folhapress Oslaim Campos e o oficial da Policia Nacional Colombiana falam sobre a prisão do traficante colombiano Marquito Figueroa | Sergio Lima/Folhapress

O traficante Marcos Jesús Figueroa García, preso na noite desta quarta-feira em Boa Vista (Roraima), é acusado de ter participado de 250 homicídios. Conhecido como “Marquitos Figueroa”, ele era o traficante mais procurado da Colômbia. Segundo as autoridades colombianas, ele mantinha relações com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e com o grupo criminoso mexicano Los Zetas.

Figueroa foi preso numa operação conjunta da PF (Polícia Federal) com a polícia colombiana. Considerado um dos principais membros do crime organizado na costa caribenha, ele é apontado como chefe de um grupo que atua na fronteira entre a Colômbia e Venezuela.

Há três meses ele morava em Roraima. No momento da prisão, estava em uma mansão na companhia de parentes. Durante a operação, foram apreendidos três carros de luxo e vários comprovantes de transações bancárias que, segundo a PF, vão ajudar em uma investigação sobre lavagem de dinheiro.

O narcotraficante estava sendo procurado pela Justiça colombiana como suspeito de ter cometido um triplo homicídio, ocorrido em 2011.

Além de fazer parte da lista de mais procurados da Polícia Nacional da Colômbia – que oferecia recompensa de US$ 250 mil (R$ 620 mil) – , ele também era procurado pela Interpol.

Operação

A operação começou com a atuação de dois policiais colombianos, que foram infiltrados no grupo de Figueroa.

Eles obtiveram a informação de que o criminoso estava buscando refúgio em território brasileiro, próximo da fronteira com a Venezuela e da Colômbia – área onde atuava. De acordo com a polícia colombiana, há a suspeita de que o traficante estava disposto a se instalar em definitivo no país para buscar alianças e contatos para traficar também em território brasileiro.

Acionada pelos colombianos, a Polícia Federal brasileira demorou dois meses para localizar e confirmar que Figueroa estava em Boa Vista. Ele passava a maior parte do tempo escondido, não usava telefone nem internet. Além disso, mandava recados pelos seus subordinados, o que dificultou a identificação pela PF.

Nesta quinta ele foi transferido para São Paulo, onde há uma investigação em curso contra ele. Depois, deve ser extraditado para o seu país de origem.

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