Mãe de Bernardo Boldrini foi assassinada, diz laudo

Por lyafichmann
Odilaine Uglione e o filho, Bernardo | Arquivo pessoal Odilaine Uglione e o filho, Bernardo | Arquivo pessoal

Está nas mãos da Justiça a avaliação se o novo laudo sobre a morte da mãe do menino Bernardo Boldrini, em Três Passos (RS), tem força para reabrir o caso. Peritos particulares concluíram que ela também teria sido assassinada – e não se matado como concluiu a Polícia Civil na época, no ano de 2010.

Inconformada com o encerramento do caso como suicídio, a família de Odilaine Uglione contratou uma perícia particular. Ela foi encontrada morta aos 32 anos, no consultório de Leandro Boldrini – preso acusado da morte do filho, em abril passado.

No laudo, divulgado pelo advogado da família na noite de domingo, o perito contratado afirma que Odilaine foi assassinada com um tiro à queima-roupa. No documento de 32 páginas o especialista ainda critica a atuação da polícia, que deixou de realizar exames cruciais, como análise das roupas de Odilaine e Leandro, única pessoa presente no momento da morte.

O advogado da família, Marlon Taborda, entregou o laudo ao Tribunal de Justiça. “Essa prova técnica pericial, que se considera nova prova no processo criminal, afirma cabalmente que ela foi vítima de disparo feito por outra pessoa. Existe uma análise de ângulos, de resíduos de pólvora nas mãos. Cientificamente não existe a mínima possibilidade da Odilaine ter efetuado esse disparo contra ela própria”, argumenta o advogado.

Entre os indícios que descartariam o suicídio está o fato de a arma ter sido encontrada ao lado de Odilaine, não na mão dela, e de que só havia resquícios de pólvora na mão esquerda, sendo ela destra. Além disso, havia uma gaze no cabo do revólver, o que impossibilitou uma análise de impressões digitais.

 

Delegada não quer reabrir

A delegada que investigou a morte de Odilaine é a mesma que apontou o pai entre os responsáveis pela morte de Bernardo em abril. Caroline Bamberg disse que não vê motivos para reabrir o caso concluído com provas testemunhais.

Odilaine foi encontrada morta na mesma época em que ela e Leandro tratavam da separação. A família da mãe de Bernardo acredita que Leandro pode ter matado a mulher para não ter de pagar R$ 1,5 milhão da divisão de bens no divórcio, além de
R$ 8 mil de pensão por mês.

 


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