Artesãos deixam avenida Paulista com cara de ‘Woodstock’

Por fabiosaraiva

Eles sempre estiveram lá. Na Copa, o movimento aumentou. Agora, explodiu. Nos finais de tarde, principalmente de sexta-feira, cerca de 200 hippies estendem seus panos na avenida Paulista, entre a rua Augusta e o Masp. Vendendo pulseiras, correntes e roupas, entre outros objetos, os artesãos deixam a via com um clima semelhante ao do lendário festival de “Woodstock”, que aconteceu há quase 50 anos.

Segundo os artesãos, a Paulista é o melhor ponto para vendas em toda a América Latina. E o boca a boca tem atraído cada vez mais latino-americanos e brasileiros de outros Estados. O argentino Pablo Scotto, de 27 anos, casado com uma brasileira, está em São Paulo há sete meses. “Já trabalhei em muitas coisas, mas aqui é melhor. Dá para tirar mais dinheiro.”

Vizinho de Scotto, um colombiano, que se identificou apenas como Francisco, disse que há dias em que é possível ganhar até R$ 150.
“Estou há três meses no Brasil. Estive em Foz do Iguaçu e no Rio vendendo meu artesanato. Mas aqui é muito melhor. Vou tentar ficar porque estou conseguindo ajudar a minha família.”

O paulistano Rafael Miranda, de 24 anos, conta que há uma rixa entre alguns brasileiros e os estrangeiros. “Na frente do shopping Center 3, ponto mais cobiçado, os ‘gringos’ não podem ficar”.

Segundo a prefeitura, os artesãos da avenida Paulista estão amparados pela lei dos artistas de rua.
Em nota, a subprefeitura da Sé afirmou que foi criado um grupo para discutir alternativas para a questão. O objetivo é disciplinar o setor, ouvindo representantes dos artesãos e equilibrando as necessidades da população. 

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