PMs negam ter jogado jovem de mezanino de casa noturna

Por Tercio Braga
Rafael Mendes Caetano morreu nesta segunda-feira | Reprodução Rafael Mendes Caetano morreu nesta segunda-feira | Reprodução

Um cabo e dois soldados da PM (Polícia Militar) foram presos, acusados de participar da morte de um rapaz em uma casa noturna de Mauá, na região metropolitana de São Paulo, na sexta-feira. O técnico em Rádio e TV Rafael Mendes Caetano, de 23 anos, teve morte cerebral anteontem após ter sido jogado do mezanino da boate El Curvo na madrugada do dia 10. A queda foi de aproximadamente cinco metros de altura.

De acordo com a SSP (Secretaria da Segurança Pública), os três policiais, que não tiveram as identidades reveladas, estão detidos temporariamente no presídio militar Romão Gomes, na zona norte da capital. O período mínimo da reclusão é de 30 dias.

A polícia ainda investiga a motivação do crime. Dois amigos de Caetano, que estavam com ele na boate, afirmaram que a discussão aconteceu depois que o técnico em Rádio e TV ofereceu uma bebida a um dos PMs, chamando-o de “parça” (parceiro).

Irritado, o suspeito teria se identificado como policial militar e, de acordo com as testemunhas, agredido o jovem com coronhadas na cabeça. Outros três homens chegaram e Caetano foi atirado do mezanino.

O cabo e um dos soldados foram presos na noite de anteontem. O terceiro PM se entregou na manhã de ontem. Um ajudante de 28 anos, suspeito de ter participado do crime, também foi preso anteontem. Ele está na cadeia pública de Santo André, no ABC.

Segundo o delegado titular da delegacia de Mauá, Alberto Alves, os policiais estavam de folga. Em depoimento, eles confessaram ter participado da briga, mas negaram ter atirado a vítima do mezanino.

O delegado Alberto Alves afirmou que os quatro suspeitos foram indiciados por homicídio qualificado, mas também devem responder pelos crimes de omissão de socorro e prevaricação.

A PM afirmou, em nota, que outros cinco policiais militares, que estavam na casa noturna no momento do crime, estão recolhidos administrativamente na Corregedoria da corporação para auxiliarem nas investigações do caso. A casa noturna afirmou que os policiais se negaram a entrar sem as armas. 

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