Abdelmassih confessa que fez sexo com pacientes

Por Carolina Santos
Roger Abdelmassih ao ser preso em agosto | Ernesto Rodrigues/Folhapress Roger Abdelmassih ao ser preso em agosto | Ernesto Rodrigues/Folhapress

O ex-médico Roger Abdelmassih, condenado a 278 anos de prisão pelo estupro de 39 mulheres, admitiu que teve relações sexuais com suas pacientes, mas colocou a culpa nas próprias vítimas e não confessou que as violentou.

Gravações feitas com a autorização da Justiça revelaram conversas de Abdelmassih com um psiquiatra, que o atendia de São Paulo por telefone enquanto o criminoso estava foragido no Paraguai.

“A mulher jogava o milho e eu ia comer, e aí eu levei o ferro… Quer dizer, então você sabe que mulher é um bicho desgraçado mesmo!”, disse o ex-médico em um trecho da gravação.

Durante uma das consultas, ele afirmou que foi castigado por Deus, mesmo sem admitir os estupros.

“Deus quis quebrar o prepotente, o grande metido a isso, a aquilo, o comedor.” Em outro trecho, ele ofende as mulheres que o denunciaram. “Essas vagabundas apareceram na televisão dizendo que eu fazia isso, fazia aquilo… Eu nunca fiz.”

Ex-médico se comparou a Jesus Cristo

Roger Abdelmassih abusava das mulheres que iam até sua clínica, localizada em um endereço nobre da capital paulista, em busca de tratamentos de fertilidade. Ele foi preso em agosto, após ficar quase quatro anos escondido em Assunção capital paraguaia, com a mulher e os dois filhos do casal.

Durante esse período, o estuprador levou uma vida de luxo, morando em uma mansão e frequentando restaurantes caros. Ao comentar a rotina de foragido com seu psiquiatra, Roger se comparou com Jesus Cristo. “Eu sei o quanto eu vou ter que enfrentar aí. Até Jesus Cristo, não é? Foi crucificado e era Deus”, afirmou.

Sobre a possibilidade de ser preso, o ex-médico ainda chegou a dizer que preferiria cometer o suicídio. “Se acontecer uma detecção da situação, não tem saída. E aí, tchau! Eu “tô” convicto disso”, explicou.

Há duas semanas, um desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo negou o pedido da defesa de Roger para que sua sentença fosse anulada. O recurso ainda será analisado por outros dois magistrados, mas se não for aceito os advogados do criminoso devem ir ao Superior Tribunal de Justiça, em Brasília.

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