Vazamento em túneis vira jogo de empurra em São Paulo

Por fabiosaraiva
Vazamentos nas paredes do túnel Fernando Vieira de Mello deixam a pista molhada todos os dias | André Porto/Metro Vazamentos nas paredes do túnel Fernando Vieira de Mello deixam a pista molhada todos os dias | André Porto/Metro

Quem passa pelo túnel Fernando Vieira de Mello, na zona oeste, e pelo complexo viário Maria Maluf, na zona sul, pode perceber que a falta de água que atinge a capital não afeta os dois pontos. Mesmo sem chuva, há vazamento de água constante nas duas estruturas. O problema, que ocorre há pelo menos dois anos, virou um jogo de empurra-empurra entre a prefeitura e a Sabesp.

No túnel Fernando Vieira de Mello, que liga as avenidas Rebouças e Eusébio Matoso, a água escorre das paredes todos os dias, deixando o chão molhado. O fluxo de água varia, dependendo do dia.

Já no Maria Maluf, vazamentos no teto e nas paredes do túnel podem ser percebidos por todos os motoristas que utilizam a ligação das avenidas dos Bandeirantes e Presidente Tancredo Neves, nos dois sentidos.

“O engraçado é que, faça chuva ou faça sol, ele está sempre com a pista molhada. Passo lá de manhã, de tarde, de noite, e até de madrugada e é sempre a mesma coisa”, disse o estudante Thomas Polistchuk, que passa todos os dias pelo túnel.

Em nota, a Sabesp informou que as redes de distribuição da empresa estão distantes do ponto onde ocorre o vazamento no túnel Fernando Vieira de Mello. Sobre o Maria Maluf, afirma que “um estudo detalhado sobre essa infiltração de água e análises das amostras coletadas indicaram não ser água proveniente das redes da Sabesp, concluindo se tratar de água do lençol freático”.

A Siurb (Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras) afirma que não tem conhecimento sobre o estudo da Sabesp e que uma análise da água que vaza nos túneis Maria Maluf e Fernando Vieira de Mello, encomendada pela prefeitura e realizada pela empresa Bioagri, apontou que ela é tratada e, portanto, de procedência da companhia de saneamento. 

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