Prefeitura não tem condições de desapropriar hotel, diz Haddad

Por Nadia
5-manifestação-conflito-policia-militar-violencia Ocupantes do prédio lançaram objetos contra a PM | Taba Benedicto/Reuters

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta quarta-feira que a administração municipal não tem condições financeiras para desapropriar o antigo hotel Aquarius, na Avenida São João, palco do confronto entre sem-teto e policiais militares na terça-feira. Segundo o prefeito, o valor do imóvel foi avaliado pela Justiça em R$ 40 milhões.

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O prédio do hotel, desocupado pela Polícia Militar na manhã de terça-feira, amanheceu, nesta quarta-feira, com todas as luzes acesas, mas sem movimentação. Apesar dos confrontos registrados ao longo do dia, a Avenida São João e outras ruas da região estavam limpas e sem bloqueios.

Viaturas da PM passaram a noite em frente ao antigo hotel, e seguranças particulares também faziam a proteção do local. Em frente ao Theatro Municipal, onde vândalos puseram fogo em um ônibus, as marcas ainda estavam visíveis.

Confronto

Após ser palco de diversos confrontos entre manifestantes e policiais durante esta terça-feira, a situação no Centro de São Paulo foi tranquilizada no início da noite. De acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP), a polícia deteve 94 pessoas ao longo do dia. Dessas, 89 já foram liberadas.

Ao menos nove pessoas ficaram feridas na ação, entre elas cinco policiais. Dos agentes feridos, um fraturou o pé, o outro teve queimaduras de segundo grau e dois agentes sofreram ferimentos nas pernas por fogos de artifício. O estado de saúde do quinto policial ferido não foi divulgado.

Todos os feridos foram socorridos ao pronto-socorro do Hospital Santa Casa de Misericórdia. A instituição médica também confirmou o atendimento de um homem, que já teve alta, e uma mulher com fratura na perna. Ela foi submetida a exames e permanece internada na unidade.

Uma terceira vítima foi atendida pelo Corpo de Bombeiros, mas o quarto ferido não teve seu estado de saúde divulgado.

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Ocupação

Segundo os sem-teto, cerca de 200 famílias ocuparam o local, onde funcionava um hotel, há cerca de seis meses, e foram forçadas a deixar o local após decisão da Justiça. Na estimativa do grupo, aproximadamente 800 pessoas faziam parte da ocupação.

Ao se negarem a deixar o prédio, os manifestantes lançaram objetos contra os policiais militares, que revidaram com bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo.

Em meio ao confronto entre a PM e os sem-teto, um grupo de vândalos ateou fogo em um ônibus e tentou saquear lojas na região.

À tarde, houve novos confrontos isolados na região, durante os quais a polícia voltou a usar gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral.

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