Conselho da USP aprova abono salarial de 28,6%

Por Carolina Santos
Esta é a maior greve da história da universidade | Edson Silva/Folhapress Esta é a maior greve da história da universidade | Edson Silva/Folhapress

Conselho Universitário da  USP (Universidade de São Paulo) aprovou nesta terça-feira o abono salarial de 28,6% aos professores e funcionários técnico-administrativo, que estão em greve desde o fim de maio. Nesta quarta-feira, uma reunião de conciliação entre o Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP) e a reitoria acontece no TRT (Tribunal Regional do Trabalho).

Após o encontro no TRT, os dois lados se reúnem separadamente para discutir os desdobramentos da negociação e se a greve, a maior na história da instituição, chegará ao fim.

Os valores a serem discutidos são o reajuste salarial, que será pago a partir de outubro, e o abono, que deve ser liberado em pagamento único para os funcionários da universidade.

No caso do reajuste de 5,2%, os valores serão liberados em  duas parcelas, como já havia sido acertado no início do mês.

Na semana passada, as reitorias da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e da Unesp (Universidade Estadual Paulista)  já haviam acertado o pagamento do abono de 28,6%.

As três instituições costumam negociar a questão salarial juntas, porém o abono foi discutido individualmente desta vez.

Depois de a USP adiar a decisão sobre a questão no último dia 10, os professores ligados à Adusp (Associação dos Docentes da instituição) decidiram manter a greve até segunda-feira.

A greve começou após o  reitor Marco Antonio Zago anunciar um congelamento de salários. A medida foi apresentada como saída para atual crise financeira da universidade.  

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