Médico atira em vice-diretor do Hospital Sírio-Libanês dentro de consultório

Por lyafichmann
Anuar Ibrahim Mitre (esq.) foi atacado por Daniel Edmas Fortis / Reprodução/Band/Reprodução/Cremerj Anuar Ibrahim Mitre (esq.) foi atacado por Daniel Edmas Fortis / Reprodução/Band/Reprodução/Cremerj

O médico urologista Anuar Ibrahim Mitre, de 65 anos, vice-diretor clínico do Sírio-Libanês, levou três tiros na tarde desta segunda-feira dentro de seu consultório, localizado na rua Dona Adma Jafet, em frente ao hospital. O autor do disparos foi o ex-médico Daniel Edmans Forti.

Segundo a Polícia Militar, Forti efetuou cinco disparos contra Mitre, que acabou sendo atingido por três – na cabeça, costas (lado esquerdo) e no braço direito. Após a tentativa de homicídio, ele se matou com um tiro na cabeça. O corpo foi localizado no elevador do edifício.

O vice-diretor foi encontrado ainda consciente pelo médico Sérgio Nahas, que foi ao local após ser informado do crime. “Vi o doutor no chão, junto com o outro rapaz que já estava morto. Fizemos o socorro o mais rápido possível”, disse Nahas ao Brasil Urgente, da Band.

Mitre foi levado para o Sírio, onde passava por cirurgia até as 22h de ontem. Uma tomografia apontou apenas lesão óssea, sem colocar em risco a vida do profissional. “O exame apontou que não houve perda de massa cefálica”, informou Nahas.

Testemunha

Única testemunha do crime, a secretária, que trabalha no local há 22 anos, disse à polícia que Daniel Forti era paciente de Anuar há cinco anos.

Ela informou que o ex-médico, cujo registro no  CRM (Conselho Regional de Medicina) do Rio Janeiro aparece como cancelado,  sofria de um problema na uretra, resultado de um acidente de moto. Ele chegou a passar por uma cirurgia, mas procurou por Mitre para realizar um novo procedimento.

No relato, feito ainda sob estado de choque, a secretária disse que o agressor se identificou como paciente. Ao ser informado que o médico estava com outra pessoa na sala, demonstrou irritação.  “Quando o outro paciente saiu, ele passou por trás e já falou um palavrão. Em seguida, atirou.”

Em nota, a assessoria do Sírio Libanês informou que Daniel Forti não tinha nenhum vínculo com o hospital, seja como médico ou paciente. 

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