Coronel da Polícia Militar do Rio é preso acusado de cobrar propina

Por Carolina Santos
Coronel Fontenelle foi um dos detidos na operação, nesta segunda-feira /|Divulgação / rj.gov.br Coronel Fontenelle foi um dos detidos na operação, nesta segunda-feira | Divulgação/rj.gov.br

Uma operação para combater um esquema de corrupção dentro da Polícia Militar do Rio de Janeiro prendeu 22 policiais na manhã desta segunda-feira – dois militares e um civil ainda estavam foragidos até as 22h. Entre os detidos está o coronel Alexandre Fontenelle Ribeiro de Oliveira, chefe do (COE) Comando de Operações Especiais e terceiro na hierarquia da PM fluminense.

O COE é responsável pelo Bope (Batalhão de Operações Especiais), GAM (Grupamento Aeromarítimo) e o BPChoq (Batalhão de Choque).

O principal foco da operação Amigos S/A era o 14 batalhão, localizado em Bangu. O grupamento começou a ser investigado há dois anos, quando Fontenelle assumiu o comando do local. A apuração foi mantida mesmo quando o coronel chegou à cúpula da PM. Outros seis oficiais estão envolvidos no esquema.

Segundo o MP (Ministério Público), o 14º batalhão era um “balcão de negócios”. Na denúncia, a organização é acusada de cobrar propina de donos de veículos em situação irregular (motocicletas, vans e carros) em troca da livre circulação na área de atuação do batalhão. Depois de pagar o valor cobrado pelos PMs, que variava de R$ 30 a R$ 2,6 mil, os motoristas poderiam circular sem se incomodar com a fiscalização da polícia. A quadrilha também exigia pagamento de propina de comerciantes e de empresas transportadoras de cargas.

O MP informou que os acusados responderão pelo crime de associação criminosa armada, que não consta do Código Penal Militar. A pena é de dois a seis anos de reclusão. Os integrantes da quadrilha também serão responsabilizados pelos crimes de extorsão cometida por servidor público, que serão apurados pela Justiça Militar do Rio.

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