Justiça confirma casamento coletivo em centro incendiado no RS

Moradores de Santana do Livramento fazem mutirão para reconstruir CTG | Paulo Bogado / Band TV Moradores de Santana do Livramento fazem mutirão para reconstruir CTG | Paulo Bogado / Band TV

Mesmo com a chuva, cerca de 100 pessoas seguem trabalhando no mutirão de reconstrução do Centro de Tradições Gaúchas Sentinelas do Planalto, em Santana do Livramento. O local foi alvo de um possível incêndio criminoso na última quinta-feira, em um ato de vandalismo contra a realização de um casamento coletivo, que irá contar com a participação de um casal homoafetivo. A cerimônia segue mantida para as 4h da tarde deste sábado, mas com o local ainda indefinido. A expectativa é concluir o trabalho de recuperação do CTG até o final desta sexta-feira. A diretora e esposa do patrão do CTG comemora o apoio que a comunidade vem prestando para a reconstrução. Deise Gisler revela que o telhado e a fiação são os pontos mais críticos do trabalho.

A juíza que determinou a realização do casamento coletivo no local está buscando auxiliar na recuperação da estrutura. Em entrevista nesta manhã, Carine Labres confirmou que voltou a receber ameaças de morte pela internet e que irá entrar com uma ação judicial para desativar um perfil falso feito em seu nome em uma rede social. Ela também ressaltou que o apoio demonstrado por muitas pessoas indica a posição da comunidade quanto ao evento.

A Polícia Civil segue trabalhando na busca pelos suspeitos de causarem o incêndio. Testemunhas apontaram a existência de um carro branco no local, onde dois homens teriam atirado um coquetel molotov.

Ainda nesta quinta-feira, o Movimento Tradicionalista Gaúcho se manifestou por meio de nota a respeito do caso. No documento, o MTG reforça que não possui nenhum vínculo com a entidade, por não haver filiação. Ainda, a nota ressalta que a atividade programada para o local diz respeito exclusivamente aos organizadores e seus participantes, e que os atos de vandalismo lá praticados são condenáveis e merecem nosso repúdio, cabendo à Polícia e à Justiça cuidar da questão. O comunicado também desmente que o MTG tenha alguma restrição quanto a preferências religiosas, ideológicas ou sexuais das pessoas.

Identificados quatro suspeitos de pôr fogo em local onde gays vão casar

A polícia de Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul, identificou nesta quinta-feira quatro homens suspeitos de provocar um incêndio na madrugada de anteontem,  que destruiu um galpão do CTG (Centro de Tradições Gaúchas).

Após incêndio, juíza foi ao GCT | Fabian Ribeiro/Raw Image/Folhapress Após incêndio, juíza foi ao GCT | Fabian Ribeiro/Raw Image/Folhapress

A polícia trabalha com a hipótese de incêndio criminoso e com motivação homofóbica. O local realizará amanhã um casamento coletivo e,  entre os 29 casais inscritos, um é gay. O evento foi mantido.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o fogo começou por volta de 0h30, mas as chamas só foram controladas três horas depois. Ninguém ficou ferido, mas o palco do evento foi destruído.

O administrador do CTG, Gilbert Gisler, disse que já havia recebido ameaças por conta do casamento. A segurança no espaço será reforçada. A juíza Carine Labres solicitou ajuda da comunidade para reerguer o local.

Em nota, a Secretaria da Justiça e dos Direitos Humanos do Rio Grande do Sul repudiou o ato. “Fica claro que a atitude configura-se em um crime de homofobia, pois há um casal homossexual entre os participantes”.

Goiânia

A Polícia Civil de Goiás suspeita que o assassinato de um jovem de 18 anos na região metropolitana de Goiânia tenha sido motivado por homofobia.

O corpo de João Antônio Donati foi encontrado na quarta-feira com um bilhete preso na boca: “vamos acabar com essa praga”. A polícia ainda não tem pistas sobre os autores do crime.

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