Alckmin poderá ser chamado para reunião da USP

Por Nadia
Não houve acordo na sessão de conciliação realizada ontem entre a USP e o sindicato | Fernanda Albino/Band Não houve acordo na sessão de conciliação realizada nesta quarta-feira entre a USP e o sindicato | Fernanda Albino/Band

Depois de mais uma tentativa falha em terminar a greve da Universidade de São Paulo (USP), em uma reunião no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) nesta quarta-feira, o desembargador Davi Furtado Meirelles cogita convidar o governador Geraldo Alckmin caso as partes não cheguem a uma decisão.

“A Justiça é séria, se não resolver da próxima, vamos resolver com quem manda. Só é mais desgaste o reitor aguardar mais uma semana [para chegar a um acordo]”, disse Meirelles.

A próxima reunião de conciliação com os servidores em greve, marcada para a próxima quarta-feira, contará com o reitor, Marco Antonio Zago e também o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Nelson Baeta.

O reajuste salarial proposto na ultima semana pelo TRT, de 5,2%, foi aceito por ambas as partes. Não houve, no entanto, um acordo para o pagamento do abono 28,6%; a proposta foi apresentada na reunião do conselho de reitores da USP, Unesp e Unicamp.

As instituições decidiram que cada uma terá autonomia para pagar os benefícios.

No caso da Universidade de São Paulo, a concessão só ocorrerá após ser aprovada pelo Conselho Universitário; a reunião está marcada para a próxima terça-feira.

O diretor do Sintusp, Magno Carvalho, afirma que a intenção seria acabar com a greve ainda essa semana, mas se tornou impossível sem acordo. “Infelizmente, parece que o reitor quer essa greve indefinidamente”.

Unesp e Unicamp já se comprometeram a pagar o abono aos funcionários.

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