TRT propõe abono de 28% para encerrar greve da USP

Por fabiosaraiva
Funcionários se reuniram de manhã na USP | Marco Ambrosio/Folhapress Funcionários se reuniram de manhã na USP | Marco Ambrosio/Folhapress

O TRT (Tribunal Regional do Trabalho) propôs na manhã desta quinta-feira que a USP (Universidade de São Paulo) pague um abono de 28% para os funcionários para compensar a defasagem nos salários, uma vez que a data base da categoria é em maio. Caso a universidade aceite a proposta, a quantia deve ser paga dez dias depois da assinatura do acordo.

A proposta do TRT também inclui reajuste salarial de 5,2%, que já havia sido sugerido pelo conselho das universidades estaduais aos funcionários anteontem, além do pagamento de vale-refeição e auxílio-transporte, que foram descontados dos grevistas.

Com os braços cruzados desde 27 de maio, os grevistas pedem reajuste salarial de 9,78%, mas avaliam aceitar uma proposta que alcance 7,34%. Os funcionários vão se reunir em assembleia na segunda-feira para avaliar a proposta do TRT.

A USP diz que vai avaliar a proposta na terça-feira, quando haverá nova reunião entre o conselho das universidades e o Fórum das Seis, entidade que representa os seis sindicatos dos trabalhadores da USP, Unesp e Unicamp.

Enquanto a reunião de conciliação acontecia na sede do TRT, um grupo de grevistas foi à USP realizar um protesto.

No fim da tarde, o STF (Supremo Tribunal Federal) indeferiu pedido, que havia sido feito pela USP na segunda-feira, para não pagar os salários dos grevistas. A universidade fez os pagamentos nesta quinta.

 

Associação de juízes diz que piquete é legal
A Associação Juízes para a Democracia condenou, em nota, “os atentados ao direito de greve na Universidade de São Paulo”. Segundo a entidade, o direito ao piquete é assegurado aos trabalhadores e  “o que se tem é um conflito de direitos, sendo certo, de todo modo, que no Direito do Trabalho a lógica coletiva supera a individual”.

A associação afirma que a USP não cumpriu sua obrigação constitucional de conferir aos servidores o direito à revisão geral anual e que a reitoria se negou a negociar com os trabalhadores. A entidade repudia, ainda, “a atitude da direção da universidade em judicializar o conflito, negando aos trabalhadores o direito à ação política”.

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