Justiça obriga Metrô de São Paulo a readmitir 10 grevistas

Por Tercio Braga
Os 40 dispensados pelo Metrô, que é controlado pelo governo do Estado, entraram conjuntamente com processos na Justiça para tentar recuperar seus postos de trabalho | Divulgação Os 40 dispensados pelo Metrô, que é controlado pelo governo do Estado, entraram conjuntamente com processos na Justiça para tentar recuperar seus postos de trabalho | Divulgação

A Justiça do Trabalho determinou nesta quinta-feira, em caráter liminar, que o Metrô de São Paulo terá que readmitir 10 dos 40 funcionários que dispensou após greve que paralisou a maior parte do sistema no início de junho.

A decisão do juiz do Trabalho Thiago Melosi Sória determina que os funcionários voltem ao trabalho até cinco dias depois da empresa ser notificada, sob pena de multa diária de R$ 5 mil. O documento deve chegar à companhia no dia 1º de setembro.

Pontos de ônibus ficaram lotados durante a paralisação | André Porto/Metro Pontos de ônibus ficaram lotados durante a paralisação | André Porto/Metro


À época das demissões, o Metrô alegou que os demitidos se envolveram em quebra-quebra na estação Ana Rosa, quando a Tropa de Choque da Polícia Militar invadiu o local para dispensar os manifestantes. A força policial chegou a usar bombas de gás lacrimogêneo. O Metrô também afirmou que alguns de seus funcionários haviam impedido o fechamento das portas de um trem na estação Tatuapé, na linha 3-Vermelha, durante a greve.

Já o sindicato disse que a decisão foi política e que não havia provas concretas para as demissões.

Na liminar, o juiz contraria o argumento do Metrô de que houve vandalismo e de que esses funcionários teriam impedido o fechamento das portas.

“Analisando a gravação de vídeo que registrou a conduta dos substituídos na estação Tatuapé em 5 de junho de 2014 vejo que, embora os trabalhadores estivessem na plataforma, não aparecem impedindo o fechamento das portas do trem (…) As testemunhas mencionadas (pela empresa), além de não identificarem os praticantes, disseram que não houve violência ou dano”, diz Sória.

 

A greve

A greve dos metroviários teve início no dia 5 de junho, e só terminou no dia 9, quando os sindicalistas decidiram suspender a paralisação após a Justiça considerar o movimento abusivo.

A paralisação prejudicou mais de 4 milhões de pessoas, que tiveram que optar pelos ônibus municipais.

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