Sem acordo no Tribunal Regional do Trabalho, greve na USP continua

Por fabiosaraiva
Professores continuam em greve | Edson Silva/Folhapress Professores continuam em greve | Edson Silva/Folhapress

Terminou sem acordo a reunião de conciliação realizada nesta quarta-feira, no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) entre representantes da USP (Universidade de São Paulo) e do Sintusp (sindicato dos funcionários da universidade). No encontrou, que durou pouco mais de um hora, nenhuma das partes apresentou proposta. Esta foi a segunda tentativa de acordo.

A categoria está em greve desde o dia 27 de maio, devido à falta de reajuste salarial, normalmente concedido em maio. Esta é a maior paralisação da história da instituição. A USP diz que a adesão é de 10% e não prejudica as aulas. O sindicato afirma que 80% dos funcionários estão de braços cruzados.

Segundo a USP, o reajuste de 9,78% pedido pelos grevistas não pode ser concedido porque há uma crise orçamentária na entidade. A reitoria diz que os gastos apenas com a folha de pagamento correspondem a 105% do orçamento.

Sem acordo, a vice-presidente judicial do TRT-2, Rilma Hemetério, anunciou no fim da tarde de ontem que o sindicato deve apresentar defesa que justifique a greve em 24 horas. A USP terá o mesmo período para se manifestar sobre o reajuste salarial e o corte efetuado na folha de pagamento dos grevistas deste mês. Depois disso, o percentual de reajuste será decidido pela Justiça do trabalho.

O despacho atende pedido do MPT (Ministério Público do Trabalho), feito na reunião.

O MPT relatou na ata do encontrou que  “a ausência de pagamento de salários por parte da empregadora se mostra arbitrária e flagrantemente ilegal”.

Segundo o termo de reunião assinado pelo desembargador Davi Meirelles e pela juíza Patrícia de Toledo, do Núcleo de Conciliação de Coletivos do TRT-2 “os descontos [da última folha] deverão ser pagos imediatamente”.

Segundo Meirelles, o corte de pontos é ilegal. “A USP se antecipou a uma decisão judicial? O corte de salários é contra a lei”, afirmou.

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