Ex-dono de hospital pode ter ajudado Roger Abdelmassih

Por Nadia
Roger Abdelmassih foi levado do aeroporto de Congonhas até Tremembé | William Volcov/Brazil Photo Press/Folhapress Abdelmassih foi condenado a 278 anos de prisão por estupro de 39 mulheres | William Volcov/Brazil Photo Press/Folhapress

O Ministério Público (MP) investiga quem participava de uma rede criada para proteger e financiar o ex-médico Roger Abdelmassih no Paraguai. Um dos envolvidos seria, Ruy Marco Antônio, antigo dono do Hospital São Luiz, um dos mais tradicionais de São Paulo.

Na mansão alugada pela família na capital paraguaia, Assunção, seis linhas móveis eram usadas para a comunicação com pessoas envolvidas na rede de proteção ao ex-médico. Todo o luxo de era sustentado com verba que saía do Brasil por transferências bancárias de empresas de fachada e por dinheiro vivo levado de carro até a fronteira.

Segundo a promotoria, uma das pessoas que participaria do transporte dos valores seria Ruy Marco Antônio. Ele não foi localizado pela reportagem  da Band para comentar o assunto.

Roger Abdelmassih conversava com os integrantes da rede de proteção sempre por telefone, e todo o grupo trocava as linhas frequentemente. O grupo do MP que combate o crime organizado vai chamar todas as pessoas que podem ter participado do grupo para prestar depoimento, mas só após trocar informações com a investigação paraguaia e entender exatamente como funcionava a estrutura.

Todos podem ser responsabilizados não só por ajudar um foragido a se esconder, mas também por crimes como lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e falsificação de documentos.

Enquanto isso, o ex-médico, que tem 70 anos, está preso numa penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo. Ele espera o julgamento de uma apelação dos advogados para anular a pena de 278 anos de prisão, por abusar sexualmente de 39 mulheres. Os defensores estudam pedir que ele cumpra pena em prisão domiciliar por motivo de saúde.

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