Suzane von Richtofen pede à Justiça que continue presa no regime fechado

Por lyafichmann
Suzane está presa desde 8 de novembro de 2002 | Tuca Vieira/ Folhapress Suzane foi condenada em 2002 a 38 anos de prisão por matar os pais | Tuca Vieira/ Folhapress

Suzane Richthoefen, condenada a 38 anos pelo assassinato dos pais,  não quer ir para o regime semi-aberto. Prefere permanecer na penitenciária Feminina I de Tremembé, no interior de São Paulo.

Segundo nota divulgada ontem pela SAP (Secretaria da Administração Penitenciária), Suzane disse que permaneceria na penitenciária porque quer continuar o trabalho na oficina da Funap, que lhe dá redução de pena e um salário.

A intenção dela é aguardar o término da construção da ala do regime semiaberto na penitenciária. A obra começou no início deste mês e não tem previsão de término.

O pedido de permanência na penitenciária foi encaminhado à juíza Sueli Zeraik de Oliveira Armani, da 1ª Vara de Execuções Criminais de Taubaté, que analisará o caso.

Presa há quase 12 anos, ela foi beneficiada na semana passada com a progressão da pena.  Quando recebe o benefício, o preso é autorizado a trabalhar durante o dia, mas deve dormir no presídio. Ele é encaminhado a um centro de ressocialização ou para uma colônia penal, e tem direito a cinco saídas temporárias por ano. Com a recusa, Suzane perderá o direito às saídas temporárias.

O benefício da mudança da pena foi determinado após a Justiça levar em conta, além do tempo de detenção, o comportamento da ré.

Segundo a magistrada, Suzane “não apresenta anotação de infração disciplinar ou qualquer outro fator desabonador em seu histórico prisional”.

O MP (Ministério Público) recorreu anteontem contra a decisão. A Promotoria alega que há risco de Suzane fugir. Os promotores utilizaram exames criminológicos e psicológicos para sustentar o pedido. por ano.

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