Alunos voltam felizes às aulas na USP Leste, mas com receio

Por fabiosaraiva
Tubulações estão expostas nos prédios do campus e dentro das salas de aula (no destaque) | André Porto/Metro Tubulações estão expostas nos prédios do campus e dentro das salas de aula  | André Porto/Metro

Com duas semanas de atraso em comparação aos demais campi da USP (Universidade de São Paulo), a unidade Leste, em Ermelino Matarazzo, iniciou nesta segunda-feira o segundo semestre letivo. O campus estava interditado pela Justiça desde o início de janeiro, por causa da contaminação de gás metano no solo. Com o atraso, o segundo semestre só terminará no dia 19 de dezembro.

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Felizes por voltar ao campus após terem estudado em locais improvisados durante o primeiro semestre, muitos alunos diziam ainda estar com receio. “Todos estão contentes de poder voltar, mas não sabemos se a tecnologia adotada para descontaminar a área é realmente confiável”, disse a estudante de Marketing Mariana Lima, de 24 anos.

Decepcionada com a interdição do campus e com a transferência dos alunos para a Unicid, Fatec, campus Butantã e Faculdade de Medicina, a estudante chegou a trancar a matrícula e está retomando as aulas agora.

Apesar de liberado pela Justiça, o campus permanece com várias áreas cercadas por tapumes. Foram instalados dutos de ventilação para permitir a saída do gás metano do subsolo, além de 23 bombas que auxiliam o processo de descontaminação.

Também há 117 poços de monitoramento instalados pela Cetesb, que fez um laudo afirmando que não há nenhum risco para a saúde de alunos e professores. A agência ambiental paulista afirma que  irá monitorá-los semanalmente. Para dar mais segurança aos alunos, nesta primeira semana de aulas a Weber Ambiental, que aluga os dutos e exaustores  para a universidade, vai explicar aos interessados como funciona o sistema.

O vice-presidente da Comissão de Graduação da USP Leste, Thomás Haddad, vê a volta às aulas como um processo difícil. “Há muita coisa a se fazer, mas existe a esperança geral de que os problemas ambientais do campus sejam solucionados aos poucos.”

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Exaustores estão espalhados por todo o campus | André Porto/Metro Exaustores estão espalhados por todo o campus | André Porto/Metro
Tubulações estão expostas nos prédios do campus e dentro das salas de aula | André Porto/Metro Tubulações estão expostas nos prédios do campus e dentro das salas de aula | André Porto/Metro

 

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