Motorista que atropelou e matou motoboy deve se apresentar nessa segunda-feira

Por Tercio Braga
Frente de Mustang ficou parcialmente destruída com o impacto | Edu Silva/Futura Press Frente de Mustang ficou parcialmente destruída com o impacto | Edu Silva/Futura Press

O motorista de um carro de luxo que atropelou e matou um motociclista, no Itaim Bibi, na zona sul de São Paulo, deve se apresentar nesta segunda-feira à polícia. Logo após o acidente, ele abandonou o veículo e fugiu a pé, sem prestar socorro à vítima.

Haroldo Pereira Oliveira, de 30 anos, foi atingido pelo carro na última sexta-feira. A imagem de uma câmera de segurança mostrou o carro indo embora do local do acidente.

O motorista do Mustang deve ser indiciado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e por omissão de socorro.

O acidente

O acidente aconteceu no cruzamento da avenida Presidente Juscelino Kubitschek com a rua Professor Atílio Innocenti. O motoristas dirigia um Mustang preto quando atropelou o motociclista Aroldo Pereira de Oliveira. Segundo testemunhas, o motorista teria avançado o sinal vermelho e fugido sem prestar socorro. De acordo com a polícia, ele abandonou o carro, avaliado em R$ 200 mil, na rua Lopes do Amaral, a cerca de 500 metros do local.

A vítima chegou a ser levada para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos. A moto ficou totalmente destruída e a frente do Mustang, parcialmente danificada.

Segundo o advogado, o motorista ainda não se apresentou por estar psicologicamente abalado. Ele vai ser indiciado por homicídio culposo e por ter fugido sem prestar socorro.

Outros casos

A preocupação dos familiares e amigos do motociclista com a impunidade vem dos casos semelhantes que se estendem na Justiça sem conclusão.

Há três anos, também no Itaim Bibi, a advogada Carolina Santos, de 28 anos, morreu depois que seu carro foi atingido por um Porsche em alta velocidade. Só agora o motorista vai ser julgado.

O empresário Marcelo Malvios Alves de Lima, de 36 anos, foi denunciado por homicídio doloso por ter assumido o risco de matar ao dirigir em alta velocidade e bêbado.

Também responde em liberdade pelo mesmo crime a nutricionista Gabriella Guerrero Pereira, que atropelou e matou o administrador Vitor Gurman, em julho de 2011. A motorista, à época com 28 anos, bebeu e dirigiu acima da velocidade permitida uma Land Rover, emprestada pelo namorado. Ela perdeu o controle do veículo blindado, subiu na calçada e atingiu o jovem de 24 anos, na Vila Madalena, na zona oeste da capital paulista.

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