Milicianos lucravam R$ 1 mi em condomínios no Rio de Janeiro

Por Tercio Braga

O grupo de milicianos que atua na zona oeste do Rio de Janeiro e na Baixada Fluminense foi desarticulado ontem pela Draco-IE (Delegacia de Repressão aos Crimes Organizados e Inquéritos Especiais), que desencadeou uma operação em vários condomínios do ‘Minha Casa Minha Vida’. A quadrilha é suspeita de atuar em venda e locação ilegal de imóveis do programa social

Os policiais conseguiram cumprir 21 dos 27 mandados de prisão durante a operação. Dois já estavam presos, justamente os suspeitos de comandar o grupo: os ex-policiais militares Toni Ângelo Souza Aguiar, preso em julho de 2013, e José de Lima Gomes, preso ontem.

Ao todo, sete são policiais militares, um bombeiro, um policial civil, um agente da Seap (Secretaria estadual de Assistência Penitenciária).

Além das prisões, foram apreendidos armas, munições, documentos e veículos de luxo que eram incompatíveis com a renda de seus donos. O grupo lucrava R$ 1 milhão por mês com a atividade, segundo a polícia.

De acordo com o titular da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado, Alexandre Capote, a milícia controlava pelo menos seis condomínios construídos pelo programa de habitação do governo federal: Ferrara, Trento, Terni, Livorno, Treviso e Varezi, todos em Campo Grande.

5 mil pessoas afetadas

O controle do grupo se estendia a 1,6 mil unidades habitacionais, atingindo cerca de 5 mil pessoas.

A quadrilha obrigava os moradores a pagar por segurança, taxa extra de luz, televisão a cabo clandestina e cestas básicas (vendidas acima do preço de mercado). Aqueles que se negavam a pagar eram expulsos dos imóveis, que eram alugados ou vendidos.

Um dos presos, o subtenente João Henrique Barreto, o Cachorrão, seria o elo entre os ex- PMs presos, Ricardo Teixeira da Cruz, o Batman, e Toni Ângelo – chefes da milícia conhecida como Liga da Justiça.

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