Grevistas bloqueiam as entradas de acesso ao campus da USP

Por Nadia
Funcionários que não aderiram à greve pulam portão | Avener Prado/Folhapress Funcionários que não aderiram à greve pulam portão | Avener Prado/Folhapress

Em greve desde o final de maio deste ano, professores e funcionários da USP (Universidade de São Paulo) fecharam os três portões que dão acesso ao campus Butantã nesta quinta-feira, das 5h30 às 13h. Cerca de mil pessoas, segundo a PM (Polícia Militar), fizeram um protesto em frente à reitoria.

Os grevistas pedem reajuste salarial de 9,78% e que sejam pagos os dias descontados na folha de pagamento por conta da greve.

Por causa do protesto, muitas pessoas não conseguiram entrar na universidade. Alguns funcionários que não aderiram à greve pularam os portões para conseguir trabalhar.

A USP diz que não pode conceder reajuste porque gasta mais do que recebe do governo estadual. A reitoria prometeu voltar às negociações em setembro.

Segundo a universidade, apenas 10% da categoria aderiu à paralisação. O Sindicato dos Trabalhadores da USP, no entanto, diz que 80% dos funcionários e docentes cruzaram os braços.

Os manifestantes também pediam a libertação do estudante e funcionário da universidade, Fábio Hideki Harano, detido em um protesto contra a Copa em junho e solto ontem à noite (leia mais na página 6).

Segundo a CET, o bloqueio das entradas do campus afetou o trânsito na zona oeste. A marginal Pinheiros chegou a ter 7,5 km de lentidão na pista expressa, sentido rodovia Castello Branco, e 2,8 km na pista local. A avenida Corifeu de Azevedo Marques teve 5,5 km de congestionamento.

Em nota, a reitoria da USP disse que, desde o início da atual gestão, tem sido levado à comunidade acadêmica o “comprometimento orçamentário com folha de pagamento muito acima dos recursos disponíveis”.

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