Após laudo, juiz manda soltar ativistas presos em São Paulo

Por Tercio Braga
Fábio Hideki Harano foi preso por protestos violentos durante a Copa | Avener Prado/Folhapress Fábio Hideki Harano foi preso por protestos violentos durante a Copa | Avener Prado/Folhapress

O estudante e funcionário da USP Fábio Hideki Harano e o professor de inglês Rafael Marques Lusvarghi foram soltos na noite desta quinta-feira, após laudos da polícia revelarem que os objetos portados pelos dois durante um protesto contra a Copa, no dia 23 de junho, não tinham potencial explosivo.

Lusvarghi deixou o 8º DP (Brás) por volta das 20h, acompanhado do irmão. Harano deixou a penitenciária de Tremembé (SP) 20 minutos depois.

Na sentença, o juiz Marcelo Matias Pereira afirmou que a prova usada pela acusação ficou fragilizada depois do resultado dos laudos. Pereira já havia recusado o primeiro pedido de liberdade dos manifestantes. O juiz disse ainda que, por serem réus primários e terem bons antecedentes, mesmo se condenados à pena máxima de 4 anos, poderão cumpri-la em liberdade.

Harano e Lusvarghi respondem por incitação ao crime e associação criminosa armada.

A polícia afirma que os dois lideravam um grupo de “black blocs”, que promoviam atos de vandalismo.

Apesar de os laudos afirmarem que eles não portavam explosivos, o MP (Ministério Público) havia recomendado que os dois seguissem presos. Segundo os promotores, há depoimentos de que ambos não seriam “manifestantes pacíficos” e houve demora na análise do material –uma garrafa de Nescau coberta com papel e elástico e um frasco de fixador de tintas com um fio de nylon semelhante a um pavio.

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