Sem acordo com professores, USP corta ponto de grevistas

Por Tercio Braga
Fachada do Hospital Universitário | Marcos Santos/USP Imagens Fachada do Hospital Universitário | Marcos Santos/USP Imagens

Os professores da USP (Universidade de São Paulo) que estão há mais de dois meses em greve foram informados de que não vão receber pelos dias em que ficaram parados. O desconto salarial começa já no próximo pagamento, na quarta-feira.

Segundo a USP, apenas 10% dos funcionários aderiram à paralisação. Por isso, as aulas, que começam na segunda-feira, não serão afetadas. O sindicato dos servidores afirma que a adesão é de 80%.

Os grevistas pedem reajuste salarial, mas a universidade diz que não pode oferecer porque, atualmente, está gastando mais do que recebe do governo do Estado. A instituição diz que quer negociar o aumento entre setembro e outubro.

A paralisação afetou também a Unicamp (Universidade de Campinas) e a Unesp (Universidade Estadual Paulista). Na Unicamp, os professores decidiram ontem suspender a greve até setembro após aceitarem proposta de 21% de abono feita pela reitoria.

USP Leste

Os 5 mil alunos da USP Leste seguem com o futuro indefinido. Nesta terça-feira, professores foram ao campus vistoriar salas de aula, laboratórios e biblioteca.  A USP ergueu tapumes isolando a área contaminada. Interditado pela Justiça no início do ano, o campus foi liberado após laudo da Cetesb afirmar que não há riscos à saúde de alunos, professores e funcionários. 

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