Professores fazem vistoria no campus da USP Leste nesta quinta

Por Tercio Braga
Campus da USP Leste está interditado desde janeiro | Divulgação Campus da USP Leste está interditado desde janeiro | Divulgação

Ainda sem planejamento de aulas definido para o segundo semestre, os professores da USP Leste farão nesta quinta-feira uma vistoria no local, a convite da instituição. A ideia é que eles analisem as condições dos laboratórios, biblioteca, salas de aula e limpeza.

Segundo o professor de Ciências Naturais Alberto Tufaile, a expectativa é de que, se o campus tiver condições, o calendário acadêmico do segundo semestre comece a valer na segunda quinzena de agosto. Mas isso não quer dizer que as aulas voltem, porque alunos e professores estão em greve desde o fim de maio.

Caso a greve termine e o planejamento de aulas seja definido, o segundo semestre será emendado ao primeiro, que vai acabar apenas no dia 15 de agosto. O primeiro começou com 37 dias de atraso, devido à interdição do campus.

Na terça, a USP enviou uma carta aos alunos do campus Leste, assinada pela Diretoria e Assistências Técnicas, informando a situação do local e as medidas que estão sendo tomadas pela instituição para que as aulas voltem o mais rápido possível.

O documento informa que nenhum dos elevadores está funcionando e que a reorganização dos materiais para a alimentação ainda não foi feita. De acordo com a carta, a manutenção das salas de aula e dos laboratórios já começou e  o campus tem sido limpo constantemente.

Procurada, a USP não confirmou nenhuma data de volta às aulas. Segundo a universidade, o semestre deve começar nos próximos dias, depois de terminarem os serviços de limpeza e de manutenção.

Inaugurada em 2005, a USP Leste oferece dez cursos de graduação na áreas de Arte, Ciências e Humanidades. No início de janeiro, o campus foi interditado pela Justiça, depois de a Cetesb (agência ambiental paulista) afirmar que o solo estava contaminado.

Por isso, alunos e professores foram obrigados a ter aulas em locais improvisados na Unicid e na Fatec, ambas no Tatuapé, na zona leste, além do campus Butantã e da Faculdade de Medicina da USP, em Pinheiros, na zona oeste. O contrato com a Unicid termina hoje. Até o dia 15, as aulas que aconteciam lá vão terminar na Fatec.

Na terça-feira passada, a Justiça determinou a liberação do local após parecer da Cetesb. Segundo laudo da agência ambiental, não há risco à saúde de funcionários e estudantes.

Greve já dura mais de 2 meses

A greve de professores e funcionários da USP (Universidade de São Paulo) completa 64 dias hoje. Motivada pelo congelamento salarial anunciado pela reitoria em maio, a paralisação já é a mais longa da história da universidade.

Unesp (Universidade Estadual paulista) e Unicamp (Universidade de Campinas) também foram atingidas pela greve. As universidades alegam estar gastando mais do que recebem do governo do Estado. Em meio à crise, a USP anunciou ontem que fechou três núcleos internacionais, em Londres, Boston e Cingapura.

Na Unicamp, o início do segundo semestre letivo foi adiado. Previstas para começar mo dia 4, as atividades acadêmicas devem ser retomadas em 1o de setembro.

Na manhã de ontem, cerca de 200 grevistas fizeram uma passeata em Pinheiros, na zona oeste.
Eles caminharam pela rua Teodoro Sampaio e terminaram o ato no Hospital das Clínicas, onde doaram sangue. 

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