Haddad, Padilha e Suplicy comparecem ao ato Ditadura Nunca Mais

Por Nadia
Haddad e Suplicy durante ato contra ditadura | Nelson Antoine/Fotoarena/Folhapress Haddad e Suplicy durante ato contra ditadura | Nelson Antoine/Fotoarena/Folhapress

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), o ex-ministro da Saúde e pré-candidato ao governo paulista, Alexandre Padilha (PT) e o senador Eduardo Suplicy (PT) compareceram nesta segunda-feira ao ato Ditadura Nunca Mais: 50 anos do golpe militar.

Mais de 140 organizações assinaram convocatória para o ato. Foram homenageados os mortos políticos do período e lembrados os ecos da violência do regime nos dias de hoje. Entre as entidades presentes estão 11 comissões da verdade regionais e grupos defensores dos direitos humanos.

O ato, que teve 3.500 pessoas confirmadas na página do Facebook, começou às 9h, em frente ao prédio do antigo DOI-CODI, na rua Tutoia, bairro do Paraíso, onde foram presas mais de cinco mil pessoas e outras cinquenta foram mortas ao longo da ditadura. Hoje, o local sedia a 36ª Delegacia de Polícia Civil.

Famílias de vítimas fazem ato em São Paulo | Danilo Verpa/Folhapress Famílias de vítimas fazem ato em São Paulo | Danilo Verpa/Folhapress

Na abertura, foram lidos os discursos de Rubens Paiva na madrugada que sucedeu o golpe, além do atual manifesto contra o governo militar. “Rubens Paiva foi um nome emblemático na defesa da legalidade e pela sua coragem e firmeza de opinião foi assassinado. Coragem essa que até hoje é reprimida em manifestações, com a violência policial, e em manobras políticas que estão tentando sufocar reivindicações legítimas”, conta Yara Toscano, coordenadora da ONG Mudança de Cena, que atua há 18 anos em pesquisa e desenvolvimento de peças teatrais que retratam os horrores da ditadura.

Além das leituras, os manifestantes exibiram videobiografias de militantes que combateram o regime militar e farão apresentações artísticas em frente ao prédio da rua Tutoia, tombado este ano pela Secretaria Estadual de Cultura e pelo CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado) por ser considerado de grande importância política. “A ideia é usar toda essa simbologia do local e da data para exigir que a justiça de transição seja plenamente efetivada”, conclui Yara.

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