MP denuncia 30 executivos por cartel no Metrô e CPTM

Por Tercio Braga

O MP (Ministério Público) de São Paulo apresentou nesta terça-feira cinco denúncias contra 30 executivos acusados de envolvimento no esquema de cartel no sistema metroferroviário paulista. Os nomes envolvidos estão ligados a 12 empresas que atuaram em projetos do Metrô e da CPTM entre os anos de 1998 e 2008.

As acusações têm como origem as informações repassadas pela Siemens, que fechou um acordo de leniência com o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), depoimentos do ex-diretor da empresa Everton Rheinheimer e investigações do promotor Marcelo Mendroni.

Do total de nomes citados, 12 são da empresa alemã. Os demais são da Alstom, CAF, Bombardier, T`Trans, Mitsui, MGE, Temoinsa, Tejiofran, Balfour Beatty, Hyundai-Rotem e Daimler-Chrysler.

Segundo a Promotoria,  todos são acusados de formação de cartel, cuja pena vai de 2 a 5 anos de reclusão e o pagamento de multas, e de fraudes em licitações, que podem resultar em uma pena de 2 a 6 anos de prisão e o pagamento de multas. No caso de condenação, as penas serão cumpridas no regime aberto.

As investigações apontam que o cartel atuou nas licitações para manutenção e aquisição de trens para CPTM, projeto Boa Viagem da CPTM, extensão da linha 2-Verde e o projeto da linha 5-Lilás, ambas do metrô.

Os contratos, que somam R$ 2,8 bilhões em valores atualizados, foram assinados durante os governos Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, todos do PSDB.  A Promotoria avalia que as fraudes resultaram em um sobrepreço de R$ 834 milhões.

Por meio de notas, todos  os citados nas denuncias  negam as acusações. A Siemens afirmou que colabora com as investigações do MP e do Cade.

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