PF recua e mantém empresa que checa passaportes

Por Tercio Braga

Após as cenas de enormes filas no aeroporto internacional de Cumbica, em Guarulhos, no final de semana, a PF (Polícia Federal) prorrogou o contrato com a empresa responsável pela checagem de passaportes por mais dois meses.

O contrato com a Randstad venceu no domingo. Com menos funcionários, houve superlotação nos saguões e longas filas.

Segundo a PF, a prorrogação do contrato tem como objetivo garantir uma transição mais tranquila para a nova empresa que prestará o serviço. Em nota, o órgão diz que a substituição deve ocorrer, por completo, em um prazo de dois a três meses.

Além de manter a atual prestadora do serviço, a PF afirmou, em nota, que alocou policiais federais que atuam em outras áreas do aeroporto para o setor de checagem de passaportes “para que a transição [de empresas] seja feita de maneira imperceptível ao público”.

Atualmente, 352 profissionais trabalham no departamento. Com a nova empresa, o número vai aumentar para 420. Segundo a PF, Cumbica será o primeiro aeroporto do Brasil a ter o serviço de imigração com todos os profissionais bilíngues.

No sábado e no domingo, o número de funcionários da terceirizada foi reduzido no departamento. Para que o setor não parasse, a GRU, que administra o aeroporto, reforçou a equipe. Ao todo, 160 funcionários da Infraero, 40 policiais federais de outras bases e 24 servidores da PF trabalharam na área.

Mesmo assim, houve sobrecarga, principalmente no fim da tarde e no início da noite para quem saía do país, e durante a manhã, para quem chegava. Esses são os períodos com maior fluxo de passageiros.

Ontem, ainda havia filas e queixas no aeroporto. Algumas pessoas – principalmente os estrangeiros – reclamaram da demora na verificação de passaportes. Alguns afirmaram ter ficado mais de 30 minutos para serem atendidos na fila da imigração.

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