Governo federal quer coibir abusos no Metrô de SP

O governo federal pretende colaborar com as autoridades paulistas para tentar coibir as ações dos homens que abusam sexualmente de mulheres em vagões do Metrô e trens da CPTM. Nos últimos dias, surgiram inúmeras denuncias do tipo da capital paulista.

De acordo com a titular da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, não haverá tolerância sobre este tipo de crime. A ministra Eleonora Minicucci afirma que a possível criação de vagões femininos nos trens é discutida.

A secretária municipal de Políticas para as Mulheres diz que a prefeitura de São Paulo também estuda medidas para coibir esse tipo de violência nos ônibus da cidade. Denise Motta Dau explica que já há ações de prevenção, mas os trabalhos agora serão focados na extinção desses crimes.

Prisão

Na última sexta, um homem foi preso por encoxar e abusar de uma mulher na estação da Sé, do Metrô de São Paulo. Segundo a polícia, o suspeito teria colocado a mão embaixo da saia de uma passageira e encostado na vagina da vítima.

Após a reação da mulher, passageiros do vagão prenderam o homem e o levaram até os seguranças.

Suspeito foi preso após abuso:

“Envergonha a sociedade”

A presidente Dilma Rousseff afirmou, na sexta-feira, por meio do Twitter, que “a ação de criminosos que assediam e abusam de mulheres em ônibus, trens e metrôs envergonha a nossa sociedade”.

Ela fez a afirmação após denúncias de abusos, cada vez mais comuns, no transporte público de São Paulo.

Dilma comentou sobre o avanço no combate à violência doméstica por meio da Lei Maria da Penha, mas disse que “ainda enfrentamos outros tipos de violência contra a mulher”.

“Venho pedir às vítimas que não se intimidem em denunciar. E às políticas que não se omitam em combater a prática”, finaliza.

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Relatos

Vítimas de abusos sexuais no Metrô de São Paulo relataram como os agressores agem, em meio ao tumulto, nas estações e trens. Em entrevista à BandNews FM, uma delas disse que ficou em estado de choque ao perceber que haviam ejaculado em sua calça.

“Houve uma ejaculação na minha perna, eu denunciei, mas a pessoa já saiu, ninguém fez nada e eu nunca tive retorno. Eu só vi na hora que eu saí, reclamei. Eu fico em estado de choque, me tremo inteira”, afirmou.

Outra mulher que já se sentiu agredida explica como alguns dos homens agem. “Há homens que andam de pochete para disfarçar. Se você fala, eles fingem que não é com eles”. “A gente fica sem reação, ninguém no Metrô faz nada”, conclui.

Uma testemunha de outro caso, “perplexa e chocada”, relatou como o agressor foi rápido. “Eu saí da Linha Vermelha, seguia para a Linha Amarela, subindo a escada rolante. Havia um rapaz na minha frente, de terno, com uma mochila do lado. Ele colocou a mochila do lado, abriu o zíper, começou a fazer a masturbação e a moça da frente nem viu. Ele conseguiu concretizar o ato em segundos, o tempo que a escada rolante subiu”.

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