Diretoria pede maior atuação da PM na Ceagesp

Por Carolina Santos
Ceagesp sofreu vandalismo há cerca de duas semanas / Willian Kury/Rádio Bandeirantes/Arquivo Ceagesp sofreu vandalismo há cerca de duas semanas / Willian Kury/Rádio Bandeirantes/Arquivo

A Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo) pede à Secretaria da Segurança Pública que a PM (Polícia Militar) aumente a atuação no entreposto de alimentos e também estuda a possibilidade de usar um terreno livre como área de espera dos caminhões. Segundo a direção, o objetivo não é substituir os vigilantes particulares, mas permitir que a PM faça rondas e ajude principalmente no trânsito.

 

Hoje, há restrições legais à entrada policial nas instalações da entidade, que ficam na zona oeste da cidade. Representantes da Ceagesp, que é administrada pelo governo federal, se reuniram com o secretário Fernando Grella Vieira para discutir o assunto.

 

A Ceagesp foi palco de um quebra-quebra no dia 14 deste mês. Grupos de pessoas revoltadas com o início da cobrança de estacionamento no local depredaram e incendiaram parte das instalações.

 

O diretor técnico-operacional da Ceagesp, Luís Gonçalves Ramos, diz que a ideia é firmar um convênio com o Estado para as ações da PM no local, nos moldes da operação delegada. “Que façam rondas aqui dentro. E isso é possível de fazer. Mas a maior atuação, aquela que realmente pedimos com ênfase foi uma atuação fora dos muros da Ceagesp. Filas de caminhões, vamos inibir buzinas de madrugada, Batalhão Rodoviário, facilitaria muito para nós aqui”.

 

A diretoria da Ceagesp também se reuniu nesta segunda-feira com o secretário municipal dos Transportes, Jilmar Tatto. Ela presentou a sugestão de usar um terreno de propriedade da União nas proximidades do viaduto Jaguaré como área de espera para caminhões.

 

O objetivo é reduzir os transtornos na Marginal Pinheiros e na Avenida Gastão Vidigal, que ficam congestionadas por causa do acesso ao entreposto. O diretor da Ceagesp afirma que a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) irá entregar um estudo em até 30 dias sobre o impacto das operações na região. “É uma área de 30 mil metros quadrados que poderia ser um bolsão de escape mesmo. O pessoal poder sair daqui e esperar um horário melhor ou esperar para poder descarregar o restante da carga”.

 

Na reunião com a Secretaria da Segurança Pública, a direção da Ceagesp também recebeu informações sobre a investigação sobre o tumulto do dia 14. O inquérito, conduzido pelo distrito policial da região, se concentra ainda na tentativa de identificar aqueles que participaram dos atos de vandalismo.

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