Manifestantes sem-teto protestam em frente à prefeitura de SP

Por Nadia
Protesto acontece de forma pacífica nas ruas do centro | Amauri Nehn/Brazil Photo Press/Folhapress Protesto acontece de forma pacífica nas ruas do centro | Amauri Nehn/Brazil Photo Press/Folhapress

Manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) ocupam a frente da prefeitura de São Paulo para cobrar o cumprimento de promessas em relação a áreas destinadas à ocupação das famílias. O protesto é pacífico e interdita a Rua Líbero Badaró e o Viaduto do Chá. Há poucos policiais no local.

“Vamos cobrar que o prefeito [Fernando] Haddad cumpra compromissos que fez com as ocupações, que vão no sentido de viabilizar a moradia para essas famílias”, disse o coordenador do movimento, Guilherme Boulos. Segundo o MTST, são necessárias aproximadamente 18 mil unidades habitacionais para dar conta da demanda do movimento.

Segundo a prefeitura, uma comissão de representantes do movimento será recebida por membros da Secretaria de Relações Governamentais e da Secretaria de Habitação. Ainda não está definido o horário em que o encontro começará.

De acordo com o coordenador, a prefeitura ainda não cumpriu o compromisso assumido com o movimento de revogar o decreto municipal que destinava para construção de um parque a área da ocupação Vila Nova Palestina, no Jardim Ângela, na zona sul da capital. “Foi um compromisso feito pelo prefeito, ainda no mês de janeiro, e que até agora não foi cumprido”, disse. O movimento quer que a área seja usada para a construção de moradias.

De acordo com o MTST, a prefeitura também descumpriu o acordo referente à ocupação Dona Deda, na região do Campo Limpo, na zona sul. “Havia um acordo que, enquanto houvesse negociações, a prefeitura não entraria com despejo. Mas ela entrou com a ação de despejo”, ressaltou Guilherme Boulos.

O MTST cobra ainda mais agilidade nas negociações envolvendo as ocupações Capadócia, no Jardim Ingá, na zona sul; na Faixa de Gaza, em Paraisópolis, zona sul; e em Estaiadinha, na região da Marginal Tietê, na zona norte. “Também estamos aqui porque nos sentimos traídos com o adiamento da votação do plano diretor da cidade”, disse a coordenadora do movimento, Jussara Basso.

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