Sem táxi no corredor, velocidade na Rebouças pode cair até 20%

Por Caio Cuccino Teixeira

O veto à circulação de táxis nos corredores de ônibus durante os horários de pico, vai causar um efeito colateral: os motoristas de carros particulares vão rodar mais devagar. A restrição, que entrou em vigor nesta segunda-feira, vale das 6h às 9h e entre 17h e 20h. Por enquanto, não estão sendo aplicadas multas.

Estudo feito pela Secretaria dos Transportes, no corredor da avenida Rebouças, mostra que, com os táxis dividindo as faixas com os veículos particulares, a velocidade média na via vai cair 20%, no sentido bairro – de 46 km/h para 36,8 km/h (veja quadro ao lado).

De acordo com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), os táxis representam 10% dos veículos que circulam pela avenida Rebouças.

O mesmo estudo revela que, sem os táxis nos corredores, a velocidade média dos ônibus, que hoje é de 21 km/h, subirá até 21%.

Em outra simulação, feita no corredor da avenida Nove de Julho, também foi registrada queda de velocidade para os carros de passeio, dessa vez, de 5,07%, no sentido centro. Ali, a velocidade cai de 37,5 km/h para 35,6 km/h. Por outro lado, em direção ao bairro o levantamento mostra uma melhora de 5,5%.

O levantamento foi feito a pedido do Ministério Público, para avaliar o impacto dos táxis nos corredores. Após receber o estudo, que mostra que os táxis prejudicam a fluidez dos ônibus, o MP recomendou que a prefeitura vetasse esse tipo de veículo nos corredores. A prefeitura acatou a recomendação, mas apenas nos horários de pico. Em contrapartida, liberou a circulação dos táxis nas faixas exclusivas, à direita, nas marginais Tietê e Pinheiros e nas avenidas Corifeu de Azevedo Marques, Indianópolis e Sumaré.

Na segunda, sem multas, os taxistas circulavam normalmente nos corredores durante o horário de pico. E a proibição deve continuar sendo ignorada pelo menos até o dia 14 abril, quando a CET deve concluir a instalação de novos radares e a sinalização da restrição. O valor da multa para quem invade o corredor de ônibus é de R$ 127,69, com acréscimo de sete pontos na carteira.

“A medida é prejudicial para a população, para os táxis e para os passageiros”, diz o presidente do sindicato da categoria, Natalício Bezerra.

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