PM pede liberdade provisória para responder por morte no RJ

O advogado de um dos três policiais envolvidos na morte da auxiliar de serviços gerais Claudia Silva Ferreira, morta neste domingo, no Morro da Congonha, pedirá liberdade provisória, nesta terça-feira, na Auditoria Militar do Estado do Rio de Janeiro, para o sargento Alex Sandro da Silva Alves.

A moradora do morro foi baleada durante operação da Polícia Militar (PM) na comunidade e socorrida em seguida pelos policiais. Dentre eles, o sargento. Mas um vídeo da área mostra o momento em que ela foi arrastada pela viatura ao cair do porta-malas. Os policiais foram presos por determinação da PM e um Inquérito Policial Militar (IPM) foi aberto para investigar a conduta dos agentes no socorro à vítima.

O advogado do sargento, Marcos Espínola, defendeu que os policiais apenas socorreram a vítima e não podem ser culpabilizados pela morte de Claudia. “O objetivo principal foi a tentativa de salvar a vida humana, mas diante da reação dos moradores, revoltados com a situação, os policiais tiveram que sair rápido do local, o que pode ter ocasionado, no momento seguinte, a abertura do porta-malas no qual a vítima estava sendo socorrida”. Ele acrescentou que a vítima foi posta na parte de trás do carro, porque a viatura estava com armamentos no banco traseiro e a viela estreita impedia a abertura das portas laterais.

Os outros envolvidos no caso são os subtenentes Adir Serrano Machado e Rodiney Miguel Archanjo. Eles foram autuados pelo Artigo 324 do Código Penal Militar, que incrimina quem deixa de observar a lei ou regulamento, dando prejuízo à administração militar. O IPM está a cargo da 2ª Delegacia de Polícia Judiciária da PM.

A morte de Cláudia provocou dois protestos na Avenida Edgar Romero, em Madureira,que passa próximo à comunidade. De manhã, moradores queimaram lixeiras e interditaram a rua. À noite, eles voltaram a ocupar a avenida e queimaram ônibus.

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