Sem uso, posto de saúde de R$ 10 mi é desmontado em São Paulo

Por Caio Cuccino Teixeira
Ambulatório teve custo de R$ 10 milhões | Pedro Campos/Rádio Bandeirantes Ambulatório teve custo de R$ 10 milhões | Pedro Campos/Rádio Bandeirantes

O governo paulista decidiu destruir o posto de distribuição de remédios de alto custo do ambulatório do Hospital Regional Sul após uma obra de R$ 10 milhões. Em nota, a Secretaria Estadual da Saúde não explica o prejuízo financeiro causado pelas reformas e apenas diz que houve a necessidade de expandir o pronto-socorro.

A estrutura montada durante um ano – duas câmaras frigoríficas, sete geladeiras, 21 guichês e sala de espera – para atender quem precisa de medicamento caro e não tem condições de pagar está sendo desfeita.

Sem saber que estava sendo gravada, uma funcionária do ambulatório, que fica em Santo Amaro, na zona sul da capital, revela que o equipamento novinho em folha nunca foi usado. “A gente ia ter uma farmácia de alto custo aqui, que, depois, ficou parada. Agora, estão reformando de novo essa farmácia. E o que eles estão fazendo? Estão desocupando. Então não vai ter mais farmácia. A gente nem pôs nada de farmácia de alto custo, mas nunca abriu; a gente nem sabia que medicamento ia ter”.

A decisão de abandonar o projeto inicial para construção de um pronto-socorro chamou a atenção de pacientes e funcionários do Hospital Regional Sul. A principal crítica é sobre a falta de planejamento.

Um profissional da saúde que aceitou falar, mas pediu para não ser identificado, explica que a demanda por uma farmácia de alto custo é elevada na região. “Há uma estimativa entre 14 mil e 15 mil usuários na região sul. Esse pessoal que seria o beneficiado, não precisaria sair daqui e ir até o outro lado da cidade pegar remédio”.

A Rádio Bandeirantes tentou conversar com a responsável pelo ambulatório, a médica Ana Maria Braga, mas ela se recusou a falar sobre o assunto.

Loading...
Revisa el siguiente artículo