PMs são presos após morte de mulher arrastada no Rio

Por Tercio Braga
Cláudia foi baleada em uma operação policial em sua comunidade | Reprodução TV Cláudia foi baleada em uma operação policial em sua comunidade | Reprodução TV

Três PMs foram detidos nesta segunda-feira após uma moradora de uma favela do Rio de Janeiro ser arrastada por 250 metros. Ela havia sido atingida por uma bala perdida em confronto entre traficantes e a Polícia Militar quando foi socorrida pelos agentes. Porém, durante o caminho, o porta-malas da viatura abriu e ela ficou presa para fora. A vítima chegou morta ao hospital.

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Imagens divulgadas pelo jornal Extra mostram o porta-malas da viatura aberto e a mulher sendo arrastada. Ela ficou pendurada no para-choque por um pedaço de roupa e um cinegrafista amador registrou a cena. Apenas quando o sinal fecha, o corpo é recolhido pelos PMs.

Claudia Silva Ferreira, de 38 anos, havia sido baleada, segundo a polícia, durante uma troca de tiros com traficantes numa favela da zona norte da cidade. Depois de ser atingida, Cláudia foi levada pelos policiais.

Durante o protesto contra a morte de Claudia, os moradores do Morro de Congonhas incendiaram dois ônibus, que ficaram completamente destruídos. O protesto foi na noite deste domingo, na entrada da favela. Revoltados, os moradores fecharam a rua e incendiaram os ônibus.

Nesta tarde, eles voltaram a protestar. Eram 08h30 de domingo, quando Claudia levou dois tiros. Ela saía de casa para comprar pão para o café da manhã. A família dela e os vizinhos garantem que não houve troca de tiros.

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