Desativação do Campo de Marte, em SP, é analisada

Por Tercio Braga
Projeto previa desativação do aeroporto para incentivar urbanização no entorno | Rubens Chaves/Folhapress Projeto previa desativação do aeroporto para incentivar urbanização no entorno | Rubens Chaves/Folhapress

Depois de prever a desativação do Campo de Marte, na zona norte, o Plano Diretor de São Paulo vai propor que, antes, sejam feitos estudos sobre o transporte aeroviário na cidade.

A redação original, de autoria do Executivo, tinha a intenção expressa de limitar o terminal apenas aos helicópteros para incentivar a urbanização no entorno.

Mas o governo federal, dono do local, só admite retirar os aviões se houver alternativas na capital ou na região metropolitana, o que pode demorar muito.

O assunto chegou a ser pauta de uma reunião entre o prefeito Fernando Haddad e o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, semanas atrás.

O relator da revisão do PDE na Câmara Municipal mudou o texto, estabelecendo que um plano aeroviário seja feito antes de qualquer medida prática.

Prós e contras de desativação

Segundo o vereador Nabil Bonduki, do PT, é preciso discutir os prós e contras da desativação do aeroporto e da construção de outros, como o de Parelheiros:

“É preciso que se avalie nesse plano o que é positivo do Campo de Marte e o que é um problema. E, também, se ele pode ou não ser retirado, que efeitos que isso traz e o que vai ser feito com a área”.

Nabil Bonduki afirma que qualquer decisão sobre aeroportos em São Paulo seria tomada por um grupo que reuniria, além da Prefeitura, o governo do Estado:

“Eu decidir aqui que vamos tirar o Campo de Marte sem saber as consequências que isso tem no conjunto seria uma irresponsabilidade. Eu remeto para uma instância, nesta instância se analisa isso de maneira global, com todos os atores, inclusive os outros líderes de governo, para poder, então, se ter um resultado de maior qualidade”.

O relator diz também que o novo texto do Plano Diretor vai incluir a necessidade de organização dos helipontos de São Paulo.

Helipontos da capital

A questão dos helipontos é tema de debate há tempos; no ano passado, o Ministério Público chegou a pedir o fechamento de todos eles.

Segundo a Promotoria, a cidade tem mais de 300 locais do tipo; já a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) afirma que o número é de 181 helipontos privados.

Hoje, pela lei municipal, estes equipamentos não podem ficar a menos de duzentos metros de escolas e hospitais.

O substitutivo ao projeto de revisão do Plano Diretor Estratégico será apresentado no dia 26 e a expectativa é de que seja aprovado ainda no primeiro semestre.

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