Governo de SP reafirma que não há risco de racionamento

Por Nadia
Os sistemas que abastecem as regiões Sudeste e Centro-Oeste do país estão com a menor quantidade de água desde 2001 | Paulo Whitaker/Reuters Os sistemas que abastecem as regiões Sudeste e Centro-Oeste do país estão com a menor quantidade de água desde 2001 | Paulo Whitaker/Reuters

O governo de São Paulo reafirma que não há risco de racionamento de energia, mesmo com a baixa histórica nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas. Os sistemas que abastecem as regiões Sudeste e Centro-Oeste do país estão com a menor quantidade de água desde 2001. Na ocasião, ocorreram os apagões que obrigaram as autoridades a fazerem cortes no fornecimento. Agora, porém, a capacidade de geração de energia aumentou e existe um excedente de 6 ,2 mil megawatts sobre o consumo.

 

 

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Diretor Chipp explica monitoramento

Secretário comenta uso de termoelétricas

O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema, Hermes Chipp, ressalta que é feito um monitoramento diário dos níveis das represas. “Estão matando o doente antes do tempo. Olha, essa situação é preocupante e você vai acompanhando. Semanalmente, a gente tem uma reunião com institutos de tempo e clima”, conta Chipp. “Justamente quando você chega numa fase em que você teve um janeiro e um fevereiro como foi, você estreita as relações com os institutos das previsões para você antecipar as estratégias de operação para ganhar todo o megawatt que você pode”.

Os principais técnicos da área de energia estiveram no Senado ontem para falar sobre um eventual racionamento. Em uma nota divulgada ontem, o Ministério de Minas e Energia destacou que o risco de desabastecimento é baixo. Na mensagem anterior, publicada em 13 de fevereiro, a possibilidade de corte era considerada baixíssima.

O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, deu informações sobre o uso de termoelétricas. Segundo ele, as normas estabelecem que o custo adicional quando falta água nos reservatórios é repassado aos consumidores no período de 5 anos. “Da mesma forma como foi feito ano passado, a antecipação que o Tesouro fez na conta CDE [Conta de Desenvolvimento Energético] é claro que seria paga em até cinco anos. Isso está no decreto, não é novidade. A geração de uma térmica sempre é o consumo que paga, já é considerado no preço-médio”.

Na semana passada, o governo definiu um aporte de R$ 1,2 bilhão para as distribuidoras. E essa compensação dos gastos com a compra de energia térmica, financiada pela CDE, é paga pelo consumidor.

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