Integrante de facção foragido sai da delegacia pela porta da frente

Por Tercio Braga
Márcio Geraldo Alves, o Buda, é hoje um dos bandidos mais procurados do Estado | Reprodução/Band Márcio Geraldo Alves, o Buda, é hoje um dos bandidos mais procurados do Estado | Reprodução/Band

Um dos acusados de articular o plano de resgate de líderes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) de uma penitenciária de São Paulo é foragido da Justiça desde 2010, mas saiu pela porta da frente de uma delegacia há dois meses. O criminoso conhecido como “Buda” foi liberado logo após ser preso com documentos falsos. A corregedoria da Polícia Civil abriu inquérito para apurar o caso.

Márcio Geraldo Alves, o Buda, é hoje um dos bandidos mais procurados do Estado. Integrante do PCC foi um dos coordenadores do plano de resgate dos chefes da facção criminosa que estão num presídio de segurança máxima, no interior de São Paulo. O fato é que ele já poderia estar na companhia dos comparsas na cadeia caso não tivesse sido liberado de uma delegacia, na zona norte da capital paulista. Foragido desde 2010, Buda foi flagrado com documento falso pela PM em janeiro. No distrito policial admitiu que deixou o presídio onde cumpria pena por porte ilegal de arma e roubo e, mesmo assim, acabou solto.

Uma semana antes de ser detido, Buda foi fotografado no Paraná pelos investigadores que apuravam o plano de fuga do PCC. O esquema incluía dois helicópteros para içar Marcos Herbas Camacho, o Marcola, e mais três presos da Penitenciária de Presidente Venceslau. Por causa da descoberta, a Justiça autorizou a remoção dos detentos para um regime mais rígido em outra penitenciária.

A transferência dos chefes do PCC deixou as forças de segurança do Estado de São Paulo em estado de alerta. Comunicados foram feitos aos policiais civis militares sobre a necessidade de redobrar a atenção durante o serviço e no período de folga.

A Secretaria De Segurança Pública respondeu em nota que Buda foi solto pelo delegado na época porque o mandado de prisão dele havia sido anulado pela Justiça. E informa que a corregedoria da Polícia Civil abriu um inquérito para apurar se houve erro de procedimento na delegacia.

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