Greve de agentes afeta a 80 presídios no Estado

Por Tercio Braga
Agentes penitenciários na frente da unidade Professor Ataliba Nogueira, em Campinas | Denny Cesare/Folhapress Agentes penitenciários na frente da unidade Professor Ataliba Nogueira, em Campinas | Denny Cesare/Folhapress

A greve iniciada nesta segunda-feira pelos agentes penitenciários de São Paulo paralisou parcialmente pelo menos 80 dos 158 presídios do Estado. Segundo o presidente do Sindasp (Sindicato dos Agentes Penitenciários), Daniel Grandolfo, aproximadamente 15 mil funcionários pararam de trabalhar. O número representa 50% do total de trabalhadores.

Anunciada na semana passada, a greve tem como principal reivindicação o reajuste salarial de 20,64%, referente à inflação do período entre 2007 e 2012, além de mais 5% de aumento real para a categoria.

Há cerca de dois meses, diversos setores do funcionalismo do Estado tiveram um reajuste de 7% no salário, inclusive os agentes penitenciários. Atualmente, o salário-base da categoria é de R$ 2 mil.

O diretor jurídico do Sindasp, Rozalvo da Silva, afirmou ao Metro Jornal que, com a greve, a segurança é intensificada dentro das penitenciárias, para que não ocorra risco de rebeliões ou tentativas de fuga. “Os presidiários só saem das celas para o banho de sol ou para atendimento médico de emergência”, afirmou. Os agentes também irão continuar a servir as refeições para os presos. O serviço de alvará de soltura continuará funcionando.

Hoje, representantes do sindicato vão se reunir com o governo no Palácio dos Bandeirantes. O encontro será a primeira tentativa de negociar um reajuste e encerrar a paralisação.  Após a negociação, a proposta será levada para uma assembleia marcada para as 18h.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) criticou a paralisação. “Não há nenhum problema de segurança na questão penitenciária. Também não há nenhuma razão para greve, porque já estamos avaliando os pleitos e amanhã nós deveremos ter a definição do que é possível fazer, tendo em vista o Orçamento do Estado”, afirmou.

Em nota, a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária informou que, desde quinta-feira, os presidentes de todos os sindicatos que atuam no sistema prisional de São Paulo estão cientes da reunião agendada para hoje.

Segundo a Pasta,  todas as unidades funcionam dentro do padrão de segurança exigido. Apenas alguns serviços foram afetados pela paralisação. Balanço apresentado pelo governo aponta que apenas 20% dos presídios registraram falta de funcionários.

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