Após greve, Rio recolhe mais de 11 mil toneladas de lixo

Por Tercio Braga
Bairros da zona norte ainda não tiveram a coleta regularizada | Tânia Rêgo/Agência Brasil Bairros da zona norte ainda não tiveram a coleta regularizada | Tânia Rêgo/Agência Brasil

A força-tarefa montada pela Comlurb para limpar a cidade após a greve de uma semana dos garis já surtiu efeito em parte da cidade. Entretanto, moradores de zonas menos turísticas do Rio ainda não viram o bloco da limpeza. São mais de 6.520 garis limpando a sujeira que se acumulou durante o Carnaval. Segunda, mais 11 mil toneladas de resíduos foram recolhidas. No fim de semana, 18 mil toneladas já haviam sido coletadas.

Enquanto bairros do Centro e da zona sul já têm o serviço regularizado, moradores das zonas norte e oeste reclamam que o lixo ainda não foi levado. “Tem duas semanas que o lixo está aqui e ninguém recolhe. Falaram que o serviço está normalizado, mas não é isso o que vejo”, reclamou o morador da Tijuca e faxineiro Ezequiel Lima, em entrevista à Band.

Também moradora do bairro, a aposentada Ana Lúcia Melo reclama da atenção dada ao lugar onde reside. “Eles não estão dando conta. Teriam que redobrar o número para conseguir”, disse. Na zona oeste, a coleta também não voltou ao normal. A gerente de um estabelecimento comercial, Leila Maria Lisboa Soares, relata que em Campo Grande a limpeza começou pelas áreas comerciais. “Diminuiu o lixo no centro, mas ainda falta. Na minha rua, no Jardim Nova Guaratiba, não é feita coleta desde o Carnaval”.

Em nota, a Comlurb (Companhia de Limpeza Urbana)  informa que intensificou os serviços, mas não esclareceu a estratégia que limpou os bairros mais nobres antes dos demais. Segundo a companhia, na zona oeste, por causa do lixo acumulado em algumas comunidades, foi necessário aumentar o efetivo. A empresa disse também que apenas a poda não está sendo realizada. A equipe que realiza este serviço está integrando a força-tarefa da limpeza.

Reajuste

Em acordo firmado no TRT (Tribunal Regional do Trabalho), os garis conseguiram reajuste de 37% e o salário da categoria passou de R$ 802,57 para R$ 1,1 mil, além dos 40% por insalubridade. Conquistaram ainda um reajuste no tíquete-alimentação, corrigido de R$ 12 para R$ 20 por dia.

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