Vazão no sistema Cantareira será reduzida a partir desta segunda-feira

Por fabiosaraiva

A captação de água no sistema Cantareira será reduzida em 10% a partir desta segunda-feira. Com isso, o governo do Estado estima que a vazão vá diminuir de 30 metros cúbicos por segundo para 27,9. Ontem, o nível do reservatório, que abastece 8,4 milhões de pessoas, era de 16,1%.

A decisão de reduzir a vazão do Cantareira foi tomada pela ANA (Agência Nacional de Águas)  e pelo DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica) por conta das sucessivas quedas no volume do reservatório.

Para compensar a redução e garantir o abastecimento da região metropolitana, o governo vai utilizar a água dos reservatórios do Alto Tietê e Guarapiranga, que ontem estavam com o nível de água em 38,3% e 70,6%, respectivamente.

O pacote de ações do governo para evitar torneiras secas em um ano eleitoral ainda prevê o uso do “volume morto” de água (subsolo) do sistema Cantareira. A previsão é de que sejam captados 50 milhões dos 400 milhões de metros cúbicos disponíveis para uso.

O nível Cantareira voltou a ter uma leve melhora neste domingo por causa das chuvas do fim de semana. Ele chegou a 16,1%, ainda um dos menores da história.

Na sexta-feira, as represas que compõem o reservatório atingiram o volume de 15,8%, o mais baixo já registrado, segundo dados da Sabesp.

De sábado para domingo, foram 9,2 milímetros de chuva. Com isso, a pluviometria acumulada em março é de 92,8 milímetros. A média histórica para todo o mês é de 184,1 milímetros.

Especialistas afirmam que o governo do Estado não investiu nos últimos 20 anos em medidas contra o colapso do sistema e ficou dependente do regime de chuvas.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse na quinta-feira que está descartado o racionamento de água. Na última semana de fevereiro, porém, ele havia dito que essa é “uma decisão técnica e que ela será tomada pela Sabesp”.

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