Radar pistola sofre com interferência e não passa em teste

Por Tercio Braga

Os testes feitos com os seis radares pistolas adquiridos pela Prefeitura de São Paulo para flagrar motoristas por excesso de velocidade na avenida Paulista, entre dezembro e fevereiro deste ano, não deram certo.

O objetivo da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) era utilizar os equipamentos para fiscalizar o cumprimento da nova velocidade máxima adotada na Paulista, que passou de 60 km/h para 50 km/h, em outubro do ano passado.

Adquiridos em 2011, os radares pistolas foram usados inicialmente nas avenidas Washington Luís, Bandeirantes e nas marginais Tietê e Pinheiros para fiscalizar motos.

Segundo o órgão de trânsito, os equipamentos não funcionaram na Paulista devido à interferência gerada pelas antenas de TV no sinal de GPS instalado nos radares, o que impedia a transmissão das imagens das placas dos motoristas e motociclistas flagrados desrespeitando o limite de velocidade.

Além disso, para que o flagrante seja feito, o ângulo do visor do equipamento exige um posicionamento em linha reta por parte do agente da CET. Como a Paulista tem um grande fluxo de veículos, os fiscais apresentaram dificuldade em conseguir uma melhor posição para utilizar os radares pistola.

Com o fracasso nos testes, a CET não sabe ainda como fará para fiscalizar os veículos que trafegam pela Paulista. De acordo com a prefeitura, os prédios tombados existentes na avenida não podem abrigar radares fixos. Até a definição de qual modelo será adotado,  um dos principais corredores da cidade deve ficar sem fiscalização de velocidade.

Na tentativa de salvar a opção por esse tipo de equipamento, a CET pretende colocá-los à prova em avenidas como a Mercúrio, Ipiranga, São Luís e Rangel Pestana, no centro.

Multas em queda

Os números da prefeitura ainda revelam uma queda no número de infrações registradas pelos radares pistola. Na comparação entre janeiro deste ano e o mesmo período do ano passado, a redução foi de 87%. As multas caíram de 2.595 para 327. A CET informa que essa tendência de queda deve se repetir no fechamento do mês de fevereiro.

Renovação de contrato é incerta

Com o fim do contrato de locação dos seis equipamentos marcado para o dia 18 de agosto, a CET não deve renovar o uso dos equipamentos. Cada um dos seis radares, adquiridos inicialmente para flagrar motos acima do limite de velocidade, custam R$ 6,2 mil por mês.

Além da falta de eficiência na Paulista, o impacto financeiro é um dos fatores que deve motivar o fim do contrato. Com a redução na quantidade de multas aplicadas pelos equipamentos, o reflexo será automático na arrecadação com infrações. 

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