Haddad quer proibir táxis nos corredores de ônibus em horários de pico

Por Caio Cuccino Teixeira
Táxis circulam no corredor de ônibus da avenida Rebouças | André Porto/Metro Táxis circulam no corredor de ônibus da avenida Rebouças | André Porto/Metro

O prefeito Fernando Haddad (PT) quer proibir a circulação dos 34 mil táxis da capital nos corredores de ônibus (à esquerda) durante os horários de pico, das 7h às 10h e entre 17h e 20h.

A medida foi definida após a Secretaria dos Transportes realizar um novo estudo avaliando o impacto da restrição. O levantamento também levou em conta os efeitos fora do período de maior lentidão.

Inicialmente, a administração municipal pretendia vetar a circulação nos corredores durante todo o dia. O objetivo era incentivar a migração para o transporte coletivo.

A proposta tinha como base um primeiro estudo feito pela prefeitura a pedido do MP (Ministério Público). O documento apontou que a presença dos táxis nos corredores reduzia a velocidade média dos coletivos em até 31,6%. Além disso, foi identificado que o número de passageiros de táxis representa menos de 1% do total de pessoas que utilizam os corredores exclusivos.

Baseado nesse documento, o MP deu prazo até o início de fevereiro para que a prefeitura determinasse a restrição nos corredores. Após protestos por parte dos profissionais, o promotor Maurício Ribeiro Lopes permitiu que o sindicato que representa a categoria encomendasse um estudo para refutar as alegações apresentadas pela prefeitura. O contrato com a empresa escolhida para elaborar o levantamento deveria ser apresentado até sexta-feira.

No entanto, após encontro com o secretário dos Transportes, Jilmar Tatto, o promotor aceitou postergar o prazo de entrega para a próxima quinta-feira.

Mesmo com o novo prazo e a flexibilização da restrição, os taxistas criticam a postura da prefeitura. “No horário de pico, o corredor é essencial para que os passageiros ganhem tempo. Além disso, com o veto, a prefeitura vai obrigar todo mundo andar de ônibus, que não oferece o mesmo serviço”, afirma o presidente do sindicato dos taxistas autônomos, Natalício Bezerra.


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