Justiça nega habeas corpus para acusados de matar Santiago

Por Tercio Braga
Fabio Raposo e Caio de Souza | Reprodução e Daniel Marenco/Folhapress Fabio Raposo e Caio de Souza | Reprodução e Daniel Marenco/Folhapress

A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido de habeas corpus para os dois acusados de acionar o rojão que matou o cinegrafista da TV Bandeirantes, Santiago Andrade. A decisão de manter presos os jovens Caio Silva de Souza e Fábio Raposo foi do desembargador Marcos Quaresma. O pedido havia sido feito pelo advogado Jonas Tadeu na segunda-feira.

“Indefiro a liminar, por não vislumbrar de plano qualquer ilegalidade no decreto prisional ora impugnado, tratando-se de prisão devidamente regular”, diz o magistrado.

No último dia 20, a Justiça aceitou a denúncia oferecida pelo Ministério Público (MP) e os dois jovens respondem pelos crimes de homicídio doloso triplamente qualificado – por motivo torpe, sem dar chance de defesa à vítima e com emprego de explosivo – além do crime de explosão. Além de acatar a petição do MP, o TJ converteu a prisão de ambos de temporária para preventiva.

O cinegrafista Santiago Andrade foi atingido na cabeça por um rojão quando registrava um protesto contra o aumento da passagem de ônibus no dia 6 de fevereiro. Os médicos do Hospital Souza Aguiar diagnosticaram a morte cerebral dele quatro dias depois.

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